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GOVERNO DE PAZ: SOUZA – Wilson Bezerra

Esse era o lema registrado em sua gestão à frente do governo do Rio Grande do Norte. A história registra a passagem de quem dela fez parte, isto é, de uma forma ou de outra deixou suas pegadas em qualquer feito que o tornara visível no registro de fatos, na maioria notáveis.

Revendo os acontecimentos registrados e pesquisando nomes que fizeram nossa história política, nos deparamos com uma figura de significativa importância, que, mesmo tendo governado o Estado, era homem simples, reservado em suas ações, conhecido de todos como o solteirão excêntrico, que pouco saía de casa, a não ser para sua caminhada pela Praça Pedro Velho, quando muito, aos seus arredores, tamanha era sua reserva à sociedade.

O ex-governador Antônio José de Melo e Souza, que chegou a completar o quatriênio do governador Tavares de Lyra, no exercício de 1907-1908, terminando esse período foi Antônio de Souza nomeado ministro da Justiça e posteriormente ocupou a vaga no Senado, ocorrida com a morte de Pedro Velho.

Homem dotado de boas qualidades morais, o que talvez tenha sido um dos motivos pelo qual muito valorizou o escotismo, por abrigar essa organização jovem que preferencialmente defendia os princípios morais e respeitáveis das instituições, a começar pela família. No seu governo não permitiu atraso do pagamento ao funcionalismo. Criou a Escola Normal de Mossoró, que viria a formar pedagogos, a Escola de Farmácia, por ele fundada, chegou a formar apenas dois alunos, que, segundo dados apurados na documentação do arquivo Raibrito, foram os alunos Álvaro Torres Navarro e José de Almeida Filho.

Em sua homenagem a biblioteca da Escola Normal recebeu seu nome, em reconhecimento a sua distinta qualidade. Seu governo foi denominado de PAZ, pela segurança na sua administração.