quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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Fabiano Contarato (PT) é eleito presidente da CPI do Crime Organizado; Vieira será o relator

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado elegeu, por 6 votos a 5, nesta terça-feira (4) o senador Fabiano Contarato (PT-ES) para presidir a comissão. Por acordo, Alessandro Vieira (MDB-SE), que propôs a criação do colegiado, será o relator dos trabalhos.

 

Contarato, que assim como Alessandro Vieira é delegado de Polícia Civil, derrotou em votação secreta o candidato da oposição ao cargo de presidente, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

 

Com a vitória de Contarato, Mourão foi escolhido, por aclamação, vice-presidente da CPI.

 

🔎 A CPI do Crime Organizado foi instalada em meio à repercussão da operação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que deixou 121 mortos na semana passada.

 

O início dos trabalhos da comissão ocorre em meio à disputa entre o governo e a oposição por protagonismo nas pautas relacionadas à segurança diante da pressão da opinião pública por respostas à expansão das organizações criminosas no país.

 

“Que fique claro: eu não apoio a barbárie, não apoio ações violentas ou desumanas. Mas também não podemos, de dentro de nossas casas seguras, bem alimentados e distantes das balas, romantizar a vida de quem precisa seguir as leis de criminosos para se manter vivo”, afirmou Contarato.

 

“Essa realidade exige compromisso sério de enfrentamento. O combate ao crime organizado só será eficaz se for contínuo e progressivo. Não pode se amparar em ações isoladas. O Estado precisa retomar o controle das comunidades, oferecer emprego”, completou o parlamentar do PT após ser eleito presidente da CPI.

 

Após ser eleito presidente, Contarato defendeu as polícias e prestou homenagens aos agentes que foram mortos durante a operação na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os integrantes da CPI fizeram um minuto de silêncio em tributo aos policiais, proposto por Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

Conforme o pedido de criação, a comissão vai investigar a atuação de facções, como o CV e Primeiro Comando da Capital (PCC), além das milícias.

 

Também será apurado o crescimento dessas organizações criminosas nos últimos anos, assim como fontes de financiamento e infiltração no poder público.

 

A CPI terá 11 titulares e sete suplentes. Entre os nomes indicados, há quadros experientes e figuras centrais na disputa entre governo e oposição como:

 

Oposição

 

Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Sergio Moro (União-PR), suplente

Marcos do Val (Podemos-ES)

Magno Malta (PL-ES)

Márcio Bittar (União Brasil-AC)

Governo e aliados

 

Jaques Wagner (PT-BA), suplente

Otto Alencar (PSD-BA)

Rogério Carvalho (PT-SE)

Randolfe Rodrigues (AP), suplente

Jorge Kajuru (PSB-GO)

O que a CPI vai investigar?

A CPI deve funcionar por 120 dias e pretende apurar:

 

estrutura e expansão de facções como PCC e CV e de milícias;

fontes de financiamento e lavagem de dinheiro;

domínio territorial e prisional;

conexões regionais e transnacionais;

atuação e possível infiltração no poder público;

apontar mudanças legislativas.

Fabiano Contarato (PT-ES), eleito presidente da CPI do Crime Organizado — Foto: Reprodução/TV Senado

 

 

Delegado Alessandro Vieira

 

Fabiano Contarato

 

Flávio Bolsonaro

 

Hamilton Mourão

 

MDB

 

PT

 

Polícia Civil

 

Republicanos

 

 

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