segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
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Europa tenta conter tsunami de casos de Covid com novas restrições e cerco a não vacinados

No período mais frio do ano, a Europa se vê mais uma vez sob o risco do colapso de seus sistemas de saúde. Com um surto de doenças respiratórias somado à rápida transmissão da variante ômicron do coronavírus pelo continente, os países voltam a fechar serviços não essenciais, ampliar o trabalho remoto (home office) e restringir eventos públicos para evitar o pior.

Tudo isso enquanto apostam na rápida aplicação de um reforço da vacina anticovid e lutam para imunizar os 20% de adultos que ainda não tomaram nenhuma dose de proteção.

França proíbe consumo de álcool no Ano-Novo
Na França, o primeiro-ministro, Jean Castex, anunciou hoje a redução em um mês do prazo mínimo para aplicação da terceira dose de imunização, que será de quatro meses a partir de janeiro. E afirmou que um projeto de lei, que será apresentado em janeiro, vai propor a exigência de prova de vacinação para o acesso a restaurantes, salas de cinema, museus ou grandes eventos.
Diante dos 50 mil novos casos cotidianos no país, Paris pode não ter sua tradicional queima de fogos na Champs-Élysées durante o Réveillon. O primeiro-ministro afirmou que o governo vai pedir a anulação de todas as comemorações municipais com fogos de artifícios e shows nesta data para evitar o acúmulo de pessoas.

O consumo de álcool nas ruas também será proibido na noite do dia 31, assim como festas não autorizadas em áreas públicas.

Irlanda fecha bares e restaurantes às 20h
A Irlanda limitou o horário de funcionamento de bares e restaurantes, que deverão fechar às 20h.

Com 4 mil casos cotidianos, o país teme a rápida contaminação pelo vizinho Reino Unido, que registrou, pelo terceiro dia seguido, número recorde de novos casos: 94,3 mil pessoas contaminadas em 24 horas.

Cinemas e teatros fechados na Dinamarca
A Dinamarca, que vive seu pico de casos de contaminação desde o início da pandemia de Covid, decidiu fechar cinemas, teatros e salas de espetáculo.

O país escandinavo registrou o recorde de mais de 11.000 casos nas últimas 24 horas, com um novo pico de mais de 2.500 pacientes com a variante ômicron.

O governo dinamarquês também vai pedir o fechamento de locais que reúnem grande número de pessoas, como centros de conferências e museus.

Suíça tentar cercar não vacinados
Na Suíça, os estabelecimentos culturais, restaurantes e academias a partir de segunda-feira (20) só poderão ser frequentados por pessoas vacinadas ou que já tiveram recentemente a Covid-19.

O governo suíço também anunciou regras para os encontros de final de ano caso haja alguma pessoa não vacinada no grupo. Para essas famílias, o limite será de dez pessoas por reunião, contando as crianças.

Como acontece em outros países europeus, a maioria dos pacientes internados nos hospitais suíços devido à Covid não foi vacinada.

Enquanto tenta constranger a população reticente a se imunizar, Enquanto tenta constranger a população reticente a se imunizar, a Suíça também ampliará o trabalho remoto, medida para reduzir imediatamente a transmissão do vírus

A variante ômicron, de contaminação em velocidade vertiginosa, deverá se tornar o tipo majoritário de coronavírus a circular na Europa até a metade de janeiro.

Fonte RFI

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