“Eu vou contar tudo a Deus…”

Não é possível afirmar com 100% de certeza de que seja verdadeiro o fato de um garoto sírio, em seus últimos momentos de vida tenha dito esta frase. O certo é que a foto e a história (ou estória) “viralizaram” esta semana na rede mundial de computadores.

O certo mesmo é que a dor dos inocentes sírios é real. O certo é que boa parte do mundo está ignorando o fato de que crianças indefesas estão morrendo aos milhares, seus pais e mães também, humanos, como eu e você. Gente de carne, osso e alma, como todos os presidentes mundiais.

A migração que agora acontece em boa parte do mundo não é um ato de vandalismo. Não é um ato de invasão do país alheio. Ninguém larga seu lar em busca do incerto, arriscando as suas vidas e a vida dos seus porque quer. É preciso que se olhe com atenção para os nossos irmãos, se você acredita em um Deus. Se não acredita, é preciso olhar com mais atenção para os seus semelhantes. Esta causa é da humanidade, se é que somos ainda humanos.

Se é verdade ou não que o garoto sírio disse em seus últimos minutos de vida que iria “contar tudo a Deus”, eu fico a imaginar o que ele teria a dizer: “Deus, eu não fiz nada, meu pai não fez nada e eles jogaram uma bomba em nossa casa. O que está acontecendo com eles, Deus?”

Um amigo muito sábio sempre dizia que achava que Deus havia feito quase tudo perfeito: a formiguinha, a abelha, a flor, o pássaro… Mas um dia, não se sabe por qual razão, Deus não amanheceu bom da cabeça e criou o Homem, então, botou todas as suas invenções a perder. A cada dia percebo mais que ele tinha razão do que dizia.

O bicho homem é o mal do mundo. Egoísta, ganancioso, insensível, desumano.

Diga tudo a Deus, pequeno, diga que Ele, se quiser, pode acabar com tudo outra vez, a sua criação que deveria ser a mais nobre, colocou tudo a perder novamente.

Et cetera…

No texto publicado no último domingo (11) neste caderno, na página 7, sob o título “Vítima da sorte ou senhor do destino” erroneamente creditamos a autoria à escritora Flávia Arruda, quando na verdade é da também cronista e nossa colaboradora Vanda Jacinto. Pedimos perdão às duas pela falha.

O artista plástico mossoroense Laércio Eugênio é capa da “chroma”, do Sindicato das Indústrias Gráficas do Rio Grande do Norte. No interior uma matéria destaca o trabalho de Laércio na indústria gráfica, mas também o seu lado artístico. O título da matéria é um retrato fiel de “O_Gênio”: Um gênio das artes plásticas e gráficas.

Toda semana somos pegos por más notícias nas administrações estadual e municipal. A desta última semana foi a possibilidade de fechamento do Hospital da Mulher. Como disse certa vez Vingt-un Rosado: “Feliz deve ser a cidade que se dá ao luxo de fechar hospitais”.

Conversando dia destes com a escritora Vanda Jacinto, ela me revelou que seus primeiros escritos eram direcionados a crianças. Lembrei que esta é uma área da nossa literatura local ainda carente. Poucos são os escritores para o público infantil. Algo a se pensar.