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Estudo genético de Oxford pretende prevenir mais de 120 doenças em bebês no RN

ASSECOM/RN15 Dec 2022 14:36

Pesquisadores da Universidade de Oxford apresentaram, nesta quinta-feira (15) ao vice-governador Antenor Roberto e a gestores da saúde do Estado, um projeto que visa detectar, precocemente, até 128 doenças genéticas em recém-nascidos no Rio Grande do Norte. Para se ter ideia do avanço representado pelo estudo proposto pelos pesquisadores, o teste do pezinho, feito atualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) detecta apenas seis destas doenças.

A iniciativa apresentada hoje está em fase de elaboração e, tão logo finalizada, antes de ser implantada, seguirá para aprovação dos Comitês de Ética de Pesquisa em Brasília e no RN. A ideia dos pesquisadores é concentrar, preliminarmente, o estudo em Santa Cruz e São José de Mipibu, pois são municípios polos do RN e possuem Centros de Obstetrícia próprios, realizando, em média, 7.000 partos anuais.

Dentro do escopo de doenças que podem ser precocemente detectadas a partir do estudo proposto, está a Síndrome de Berardinelli-Seip. Atualmente, o Rio Grande do Norte possui a maior prevalência de casos no Brasil e no mundo, com elevada prevalência na região do Seridó. O RN apresenta uma prevalência de 32,3 casos por cada 1 milhão habitantes. O dado demonstra que a prevalência da síndrome no RN é quase 14 vezes maior se comparado à prevalência mundial (1 caso para cada 1 milhão de habitantes).

Conhecida também como Lipodistrofia Congênita Generalizada do tipo Berardinelli-Seip – LCG (abreviada em inglês como BSCL), a alteração genética caracteriza-se como uma rara síndrome autossômica recessiva, causando a quase completa ausência de tecido adiposo corporal, resultando em alterações no metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios.

“Este é um momento de muita esperança para estas famílias que nunca tiveram a oportunidade de um diagnóstico precoce e quando vão cuidar de suas crianças, já há lesões irreversíveis”, disse o vice-governador, Antenor Roberto.

Contudo, para poder ter acesso ao exame, os pais da criança têm de autorizar a realização do exame, que é feito a partir de uma única coleta de sangue. “Quando essa coleta for feita, de acordo com princípios científicos adotados em Oxford, vão surgir positivações”, afirmou Antenor Roberto. A partir disso, as famílias serão comunicadas do diagnóstico e encaminhadas para o tratamento.

O infectologista Kleber Luz esclareceu como o procedimento de intervenção para o tratamento precoce será feito. “A criança tem uma doença, uma incapacidade de metabolizar alguma substância, você intervém no gene, e ela passa a metabolizar. Então, seria, pela primeira vez na história, você curar uma doença genética. E isso é fantástico”.

O estreitamento dos laços da Universidade de Oxford e o Rio Grande do Norte começaram quando o Estado foi um dos selecionados para testar a eficácia da vacina da entidade contra a Covid-19. Na época, cerca de 1.500 potiguares receberam o imunizante.

Segundo o atual chefe do Departamento de Pediatria da Universidade de Oxford Georg Holländer, o estudo proposto agora ao RN também já foi realizado no Reino Unido e na Bélgica. “Nestes países tivemos 95% de aceitação pelas famílias”, disse. E completou: “prevenir uma doença é muito melhor que tratar”.

O pediatra, no entanto, faz um alerta: para que o estudo logre sucesso é preciso que o RN conte com centros especializados para a análise hábil do sangue. As amostras devem ser coletadas nos bebês em até dois dias após o parto e analisadas em até cinco dias, a fim de que a intervenção genética, ou adoção do tratamento específico, obtenha a eficácia desejada.

Também participaram da apresentação, o chefe do Departamento de Vacina da Universidade de Oxford, Andrew Rolland; a professora de Vacinologia e Imunologia do grupo de Vacina de Oxford, Teresa Lambe; a cientista e médica infectologista Sue Ann Costa Clemens; a coordenadora da Vigilância em Saúde da Sesap, Kelly Lima e a secretaria Municipal de Saúde de Santa Cruz, Rita de Cássia.

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Um homem de 37 anos foi preso em flagrante por importunar sexualmente uma adolescente de 13. O caso aconteceu em um ônibus em Santos, no litoral de São Paulo. Em depoimento à polícia, a jovem contou que o suspeito estava sentado no banco ao lado e começou a prensa-la contra a janela, antes de se levantar e passar a mão nas nádegas dela. Ao g1, a mãe da vítima, que preferiu não se identificar, contou que a adolescente pensou que seria assaltada, e que a primeira reação foi guardar o celular. A situação mudou quando, segundo o relato da filha, o homem começou a abrir as pernas para encostar na garota. No Boletim de Ocorrência (BO), consta que a vítima estava desacompanhada no ônibus. A adolescente disse ter ficado quieta diante da situação, mas, uma outra passageira, ao perceber a situação, chamou o homem de “nojento”. Ainda com base no depoimento à polícia, assim que o suspeito desceu no ponto de parada, a passageira que testemunhou a ação questionou a garota sobre o que havia ocorrido, e a jovem começou a chorar, ao mesmo tempo em que afirmou ter sido assediado. “No momento do assédio, ela [vítima] falou: ‘Isso não está acontecendo, é coisa da minha cabeça’. Pela fragilidade, ela ficou vulnerável. Mas, por mais que ela tenha 13 anos, no Estatuto da Criança e do Adolescente está que ela tem o direito de ir e vir para qualquer lugar, e isso não dá direito a homem nenhum tocar nela”, ressaltou a mãe. No momento em que a testemunha ouviu a adolescente, ela pediu ao motorista que parasse, os demais passageiros desceram e ficaram ao redor do homem até a chegada da Polícia Militar. A reportagem entrou em contato com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, onde o caso foi registrado, mas o delegado responsável não se pronunciou devido ao fato de a investigação correr sob sigilo. Gratidão A mãe disse ser grata pelas testemunhas que ajudaram a filha, mesmo sob ameaças. “Na hora que elas [testemunhas] foram pegá-lo, ele quis bater. Disse: ‘Vocês estão doidas [passageiras e jovem]’. E foi quando um cara desceu [do ônibus] para defendê-las”, contou. Aos policiais, o suspeito teria afirmado que encostou na adolescente pois estava olhando em direção à janela para saber em qual ponto desceria. Ele negou ter passado mão na jovem. O homem foi conduzido pelos policias militares à DDM da cidade, onde o caso foi registrado como como importunação sexual, que prevê pena de um a cinco anos de prisão. “Como mãe, eu nunca vou poder protegê-la totalmente de qualquer coisa. Mas, tem várias famílias brasileiras e da Baixada Santista que precisam do ônibus. Então, que tenha filmagens, porque são provas do que acontece, e que as pessoas fiquem mais atentas ao que está acontecendo ao redor”, finalizou a mãe da adolescente. Viação Piracicabana Em nota, a Viação Piracicabana informou que, por volta das 16h de sexta-feira (9), o ônibus 4808 da linha 139 teve a viagem interrompida na Avenida Ana Costa, após passageiros terem informado ao condutor que uma adolescente tinha sido abusada. “Mediante ao fato, o motorista parou o carro, e ambos [ele e os passageiros] ligaram para o 190 [PM]. Uma viatura da Polícia Militar compareceu ao local e conduziu os envolvidos para a Delegacia, liberando o ônibus para seguir a linha normalmente”, disse a empresa, em nota. A Viação Piracicabana ressaltou, ainda, que tem investido em campanhas destinadas à população que circula no transporte coletivo municipal com o objetivo de conscientizar e erradicar todo tipo de violência contra as mulheres. “A conscientização é fundamental para que casos como esse não ocorram e para garantir um meio de transporte seguro para todos”.
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