Estudantes da Uern reclamam da falta de integração com linha universitária

Com a volta às aulas na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) esta semana, além da recente retomada de atividades na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), muitos estudantes se depararam com incertezas sobre o trajeto de ônibus até as instituições de ensino. Outro problema é ainda o maior gasto com o transporte público devido às alterações nas rotas e falta de integração entre as linhas.

Durante os quase cinco meses em que a Uern esteve sem aulas, a Ocimar Transportes começou a operar na cidade, extinguindo as linhas dos bairros para a instituição. A mudança fez com que todos os alunos que moram fora da área atendida pela linha Universitária/Vingt Rosado tenham que pegar dois ônibus para chegar à Universidade, pagando o dobro por dia.

“Moro no conjunto Abolição II e tenho que pegar dois ônibus para chegar à Uern e mais dois na volta, tudo sem integração. É um absurdo que tenhamos que voltar às aulas pagando o dobro de passagens. Desde maio que a PMM anuncia o novo sistema de transporte público e até agora continuamos sem a bilhetagem eletrônica e com mudanças nas rotas que prejudicaram muita gente”, disse a estudante Vitória Nascimento.

Outros prejudicados pelas alterações nas rotas e falta de integração são os estudantes da Universidade Potiguar (UnP) e trabalhadores que utilizam a linha Shopping. Além do maior gasto com passagens, a obrigação de esperar por um segundo ônibus no terminal do centro da cidade à noite preocupa os usuários.

Questionada se há possibilidade de ser restaurada a integração com a linha universitária, a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) informou que, a integração não estava prevista no contrato assinado com a Ocimar Transportes, ficando a cargo da empresa decidir oferecer o benefício ou não aos estudantes.

“Até o momento não recebemos nenhuma reclamação de estudantes sobre os ônibus. A integração foi suspensa pela Ocimar porque quando ela se instalou na cidade as duas universidades públicas estavam em greve e a demanda caiu muito e a empresa estava operando no vermelho”, informa a assessoria em nota.