quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
InícioDestaquesEstado Islâmico mantém mais de 3,5 mil pessoas em cativeiro no Iraque

Estado Islâmico mantém mais de 3,5 mil pessoas em cativeiro no Iraque

Em relatório publicado na última terça-feira, 19, a Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI) alertou para a violência e abusos contra a população iraquiana em meio ao conflito no país. O documento destaca as violações dos direitos humanos e sequestros perpetrados pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL). Estima-se que os extremistas mantenham em cativeiro mais de 3,5 mil pessoas. A maioria desse contingente seria de mulheres e crianças usadas como escravas sexuais. Jovens também são capturados para servirem como soldados.

Dados ‘alarmantes’ recolhidos pela ONU dizem respeito ao período entre 1º de maio e 31 de outubro de 2015. Somadas a números anteriores, as informações indicam que, desde janeiro de 2014, ao menos 18.802 civis foram mortos e outros 36.245 ficaram feridos. Segundo a UNAMI, o Estado Islâmico tem sido responsável pelas mortes e desaparecimentos de dezenas de pessoas. As agressões e abusos dos extremistas podem ser considerados crimes de guerra e, até mesmo, genocídio.

Os principais alvos da entidade terrorista seriam indivíduos afiliados ao governo, como ex-integrantes das forças de segurança do Iraque, policiais, ex-funcionários públicos e eleitorais, além de profissionais como médicos, advogados e jornalistas. Líderes tribais e religiosos, bem como minorias, entre elas, os homossexuais, também são vítimas da violência sistemática do ISIL. Já as crianças iraquianas estariam suscetíveis ao recrutamento para treinamento militar e educação religiosa. Entre 800 e 900 jovens foram sequestrados em Mossul para se tornarem crianças-soldado.

O relatório ressalta que muitos dos indivíduos considerados opositores à ideologia e à lei imposta pelo Estado Islâmico são submetidos a julgamentos realizados por cortes autonomeadas pelos extremistas. Além de ordenar a morte de inúmeras pessoas, esses tribunais impõem penas “severas” envolvendo “espetáculos públicos horrendos”, como apedrejamentos, amputações, fuzilamentos, decapitações, queimar réus vivos ou jogá-los do alto de edifícios.

Elaborado em parceria com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), o documento estima que o conflito no Iraque já deixou 3,2 milhões de pessoas internamente deslocadas. O relatório também chamou a atenção para agressões supostamente associadas às forças de segurança do país, a milícias e divisões tribais e às tropas curdas (Peshmerga), cujas operações e vistorias teriam levado a execuções, desaparecimentos e expulsões arbitrárias e ilegais. Acesso a zonas seguras estaria sendo negado a civis fugindo dos confrontos.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU) 

NOTÍCIAS RELACIONADAS
- Advertisment -

Notícias Recentes