domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Discursos de Lula e Zelensky monopolizam atenções na ONU, avalia imprensa francesa

As ausências do francês Emmanuel Macron, do britânico Rishi Sunak, do chinês Xi Jinping e do russo Vladimir Putin, por motivos variados, enviam um sinal negativo de que o mundo não só está cada vez mais fragmentado, como também dividido, assinala o Les Echos. “E nada mudou do ano passado para cá, quando o secretário-geral da ONU já alertava para esta situação”, acrescenta o jornal.

Em relação à bilateral prevista entre Lula e Zelensky, na quarta-feira (20), os jornais Le Parisien Sud-Ouest France recordam que as relações entre os dois líderes são tensas, pelo fato de o presidente brasileiro ter declarado várias vezes que a responsabilidade pelo conflito era compartilhada entre Rússia e Ucrânia, apesar de ter condenado recentemente a invasão russa, contextualizam os dois veículos.

“Esses comentários foram duramente criticados por Washington, que acusou o Brasil de ‘ecoar a propaganda russa e chinesa sem levar em conta os fatos'”, sublinha o Sud-Ouest France. “Ao contrário de várias potências ocidentais, o Brasil nunca impôs sanções financeiras à Rússia ou concordou em fornecer munições a Kiev, e está tentando se posicionar, juntamente com a China e a Indonésia, como um mediador do conflito”, acrescenta o diário regional.

O chefe de Estado brasileiro deve ter cuidado com discursos excessivamente ideológicos. Alguns jovens líderes de esquerda, como o chileno Gabriel Boric, já o criticaram publicamente por seu apoio inabalável a Nicolás Maduro na Venezuela”, aponta uma reportagem da RFI em francês.

Uma semana para defender a Ucrânia

Na avaliação do jornal Le Parisien, Zelensky, que viaja acompanhado da mulher, Olena Zelenska, tem uma semana para defender a causa de seu país perante os líderes mundiais e a opinião pública americana.

Além da reunião com Biden, marcada para quinta-feira na Casa Branca, Zelensky também deve visitar o Capitólio para se reunir com as lideranças republicana e democrata. O ucraniano vai defender a aprovação de um novo pacote de ajuda militar de US$ 24 bilhões dos Estados Unidos para Kiev, que é discutido há várias semanas no Congresso americano.

“As negociações estão particularmente difíceis na Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, onde alguns membros conservadores se recusam a liberar mais recursos para a Ucrânia. Essa posição está enfurecendo republicanos no Senado, que uniram forças com os democratas no último ano para desbloquear cerca de US$ 120 bilhões em ajuda (militar, econômica, humanitária, etc) para Kiev”, assinala o Le Parisien

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