Detentos de Alcaçuz usam WhatsApp para externar medo de massacre em presídio

Ontem pela manhã, por meio das redes sociais, via aplicativo do WhatsApp, presos que estão reclusos no Presídio Rogério Coutinho Madruga, também chamado de Pavilhão V, que funciona dentro das dependências da Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, enviaram mensagens via telefones celulares, conectados a internet, pedindo socorro, temendo morrerem em massacre pelas forças policiais.
Segundo as mensagens, os riscos de uma invasão por parte da força da segurança pública e com isso ocorrer um massacre é grande. “Nós, presos, estamos passando por uma calamidade na segurança pública. O Estado não está nem aí para nós”, diz uma das mensagens vindas do presídio.

Em outra postagem, o detento escreve: “Estamos com medo. E estamos correndo risco de vida. Queremos segurança. Queremos que o Estado tome conta dos presos que pertencem à Justiça do RN”.

ENTENDA
A situação conflitante se instalou em Alcaçuz desde a manhã do sábado passado, quando um túnel foi descoberto no Pavilhão II e as visitas suspensas durante o final de semana. Com isso, os presos revoltosos iniciaram uma rebelião, onde destruíram todas as celas dos Pavilhões I, II e IV, ficando soltos dentro da unidade.

Na manhã da segunda-feira, os detentos já haviam tomado conta de todas as alas e em contrapartida, a energia e a água foram cortadas nos pavilhões que estão dominados pelos detentos.

SEJUC
No final da tarde de ontem, por meio de sua assessoria, o secretário Cristiano Feitosa, titular da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), disse que a situação estava controlada, no entanto, apenas o Pavilhão III estaria funcionando normalmente.

“Três pavilhões estão destruídos, sendo o pavilhão um, o dois e o quatro. Nesses locais os presos destruíram todas as grades das celas e estão soltos dentro. As forças de segurança do Estado estão alertas e conseguiram cessar as badernas, está tudo controlado”, explicou o secretário.