DESEMBARGADOR DIONÍSIO FILGUEIRA

Mossoró sempre teve o privilégio de exaltar figuras importantes na vida política, econômica, social e jurídica, algumas de cunho nacional.

Entre algumas de renome na história destacamos o desembargador João Dionísio Filgueira, descendente da família Camboa, da raiz tronco do patriarca, o Alferes Manoel Nogueira de Lucena.

Seus pais, capitão Antônio Secundes Filgueira e dona Maria Emília de Souza Filgueira, foram parte integrante da genealogia que deu origem à família mossoroense. Deram a luz ao filho Dionísio no dia 09 de outubro de 1868, que, depois de longa caminhada por essa vida afora, veio a falecer na cidade do Natal em 13 de maio de 1947.

Como político, em sua juventude foi eleito deputado ao Congresso do Estado por duas legislaturas, com efetiva atuação em favor de seu povo, porém, o que mais o enalteceu foi a atuação na magistratura. Promotor de Justiça nos municípios de Santana do Matos, Canguaretama, juiz de Direito em Pau dos Ferros, Assu e Mossoró, sendo nesta cidade onde mais tempo passou.

Por último, em sua carreira de magistrado, atingiu o alto cargo de desembargador presidente do Tribunal de Justiça no Estado durante 10 anos, encerrando na magistratura suas atividades jurídicas, pela compulsória, através do Decreto 348, de primeiro de dezembro de 1937.

O desembargador Dionísio Filgueira encarou com maestria os cargos administrativos, jurídicos e familiares, quando foi casado em duas núpcias, a primeira com Luzia de Souza Nogueira, filha do capitão Alexandre de Souza Nogueira, e em segundas núpcias com Elisa Souto Filgueira, que vinha a ser filha do destacado jornalista Elias Souto, de quem deixou numerosa família, segundo relato do saudoso jornalista Lauro da Escóssia, em seu livro As Dez Gerações da família Camboa.

E assim diz a história que, registradas em seus assentamentos, deixa informações para a posteridade.