Desembargador adia parecer sobre pedido de ilegalidade da greve na Uern para quarta-feira

Em audiência de conciliação realizada ontem sobre a greve na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), o desembargador Cornélio Alves adiou o parecer sobre o pedido de ilegalidade do movimento para a próxima quarta-feira. Antes disso, o magistrado propôs que os sindicados fizessem uma nova análise sobre a proposta apresentada pelo Governo do Estado.

O desembargador Cornélio Alves sugeriu que a Associação dos Docentes da Uern (Aduern) e o Sindicato dos Técnicos-Administrativos da Universidade (Sintauern) realizem assembleia para analisar a proposta do Executivo. No encontro, o governo alegou que não pode apresentar outra proposta.

Na última proposta, o Governo do Estado sugere conceder duas verbas indenizatórias: o auxílio-material pedagógico para os professores, e o auxílio-transporte para os técnicos-administrativos, ambos no valor de 12,035% do vencimento básico. No entanto, não garante o pagamento do reajuste pleiteado pelos servidores.

Os grevistas se reunirão na próxima terça-feira em assembleia na sede da Aduern para avaliar a audiência de conciliação com o desembargador e discutir as propostas encaminhadas pela categoria.

“Não houve conciliação. A posição do sindicato foi rejeitar qualquer proposta que exclua os aposentados. A categoria fique tranquila que a diretoria não está, nem nunca esteve negociando acordo que não obedeça o que foi aprovado em assembleia”, declara o presidente da Aduern, Lemuel Rodrigues.