Cristo e o mundo

O mundo proporciona, dentro das possibilidades de cada pessoa, conforto, júbilo, afeto, convivência agradável, conquistas as mais diversas. Como é natural em todo empreendimento sempre haverá uma dose maior ou menor de sacrifício. Porém, diante da transitoriedade da existência física, o tempo devora essas benesses e deixa significativos vazios no sentimento angustiado.

O Espírito Eurípedes Barsanulfo, através da psicografia do médium espírita Divaldo Franco, afirma que a criatura humana no mundo espera felicidade e gozo, tranquilidade e bem-estar econômico, social, político, religioso, artístico, cultural, científico, de qualquer espécie. Alerta, porém, que a fragilidade do poder se esvai, deixando magoado quem acreditava haver conquistado tudo, ao ver o castelo dos sonhos ser desmoronado diante da presença da desgraça, perda dos bens, da saúde, separação daqueles que ama pelas vias da morte…

Barsanulfo comenta também que nesse redemoinho das preocupações vinculadas aos interesses imediatistas, surgem com muita frequência ambições atraentes que dizem respeito às necessidades do cotidiano, ao invés daquelas consideradas primorosas e que acrescentem valores. “Nesses momentos tem início as vacilações quanto às metas elegidas, por se tornarem mais agradáveis aquelas que dão imediata resposta do prazer que afeta os sentidos, proporcionando alegria inconsequente”. A atração pelo gozo arrasta multidões desavisadas aos labirintos de demoradas aflições, onde sofrem e tentam libertar-se. Para tal intento, o preço é alto de renúncia e de lágrimas, acrescenta.

A eleição do Cristo como roteiro de segurança, conforme assegura Barsanulfo, “constitui definição de alta sabedoria, que somente conseguem aqueles que estão saturados das quimeras terrestres imediatistas, enquanto anelam por felicidade legítima, por alegria plena”.

Feita a escolha, faz-se necessário que cada um se pergunte o que lhe significa Jesus e o que dEle espera, para que os momentos de vacilo e incertezas da caminhada não sejam fontes de desânimo ou arrastamento para o recuo.

Por fim, diz o Benfeitor Espiritual: “A partir do momento do amor em expansão, a opção por Cristo está realizada, e aquele que a fez nunca mais será o mesmo, jamais se arrependendo nem retornando ao primarismo, porquanto o oxigênio puro da montanha da sublimação evangélica inundá-lo-a com vigor para sempre.