Combustíveis terão reajuste a partir de dezembro

O mês de dezembro vai começar com uma notícia nada agradável aos motoristas potiguares: um novo aumento no preço dos combustíveis. O reajuste foi autorizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) na última terça-feira, 24, e deve elevar o preço médio da gasolina no Estado para R$ 3,62, um aumento de 0,83% em relação à atual média de R$ 3,59. No entanto, os preços praticados em Mossoró já estão acima do que estima a Confaz com o aumento.

Nos postos mossoroenses já é possível encontrar gasolina a R$ 3,66 e ainda não é possível saber quais preços serão praticados na cidade a partir de 1º de dezembro, pois, de acordo com o Confaz, os valores poderão ser mais altos nas bombas que as médias estimadas.

Além da gasolina, também terão aumento o etanol, que deve passar para a média de R$ 2,81 o litro no Estado, e o Gás Natural Veicular (GNV), com preço médio do metro cúbico projetado para R$ 2,27. O Confaz autorizou o aumento com base no Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), de responsabilidade do Governo Estadual.

Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Mossoró e Natal têm a gasolina mais cara do Estado, com preço médio de R$ 3,60. Já a cidade com menor preço do combustível entre as analisadas pela ANP é Caicó, com a gasolina custando, em média, R$ 3,57.

Este é o terceiro aumento no preço dos combustíveis este ano. O primeiro foi autorizado no início do ano e o segundo no mês de outubro. Levando em consideração o preço médio estipulado pelo Confaz, o Rio Grande do Norte será o estado com a terceira gasolina mais cara da região Nordeste, ficando atrás somente da Bahia, onde o preço deve ficar por volta de R$ 3,79, e de Alagoas, com preço estipulado em R$ 3,63.

Aumento gera insatisfação de motoristas e críticas nas redes sociais

Nas redes sociais, motoristas reclamam do aumento no preço dos combustíveis e lembram que o encarecimento da gasolina, álcool e GNV tende a fazer com que outros serviços e produtos também tenham seu preço elevado, devido ao aumento nos custos de produção e transporte.

“É um absurdo, três aumentos em um ano. Antes eu abastecia R$ 100 por semana e o tanque ficava cheio, hoje, tenho que gastar uns R$ 40 a mais toda vez que vou abastecer. O pior é que, com o aumento do preço dos combustíveis outras coisas ficam mais caras também”, lamenta o empresário Silvio Gaudêncio.

Entre os impactos negativos do aumento no preço dos combustíveis está o maior custo para a produção de alimentos pelos agricultores, agravada ainda pela baixa na produção devido às condições climáticas desfavoráveis e aos aumentos por que passou a energia elétrica.

“Sem chuvas, temos que aumentar o uso de água irrigada, que requer energia elétrica, que está mais cara. Agora, com mais um aumento nos combustíveis, escoar a produção também vai ficar mais caro. Todos esses aumentos têm dificultado ainda mais a vida de nós agricultores”, disse a agricultora Maria Vânia Teixeira.