Casos confirmados de microcefalia no Rio Grande do Norte sobem para 35

O número de casos confirmados de microcefalia no Rio Grande do Norte subiu para 35 em menos de uma semana. A informação foi repassada pela coordenadora de promoção à saúde da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), Cláudia Frederico, em entrevista ao Jornal 96, em Natal.

Segundo ela, Natal concentra o maior número de casos, com 13 confirmações. A média considerada normal pelos especialistas na área da saúde é de dois casos ao ano. Conforme a Sesap, as causas desse aumento de casos de microcefalia ainda são desconhecidas. “Enquanto não se descobre a causa, fica a angústia em todos nós”, pondera.

A coordenadora informa que o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais estão buscando encontrar as causas desse aumento. “A gente não descarta nenhuma possibilidade e ressalta que é preciso um pré-natal bem feito. Nele a gente garante a saúde da mulher e do bebê”, complementa.

Cláudia Frederico orienta que as gestantes devem procurar seus médicos para se resguardar e saber se está tudo bem e as que ainda pretendem ter, que procurem cuidar da saúde, verificar se foi acometida por alguma doença para que assim possa engravidar com maior segurança.

A microcefalia é uma malformação congênita, na qual o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Na atual situação, a investigação da causa é a maior preocupação das autoridades de saúde. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é superior a 33cm. “As consequências nos bebês variam. Pode ser desde problemas cardíacos a outros. Cada um vai ter sua especificidade”, explica.

No Estado, o Hospital Universitário Onofre Lopes vai ser referência para o tratamento das crianças com a anomalia a partir do seu setor pediátrico. “Uma vez chegando ao HOUL, o paciente vai ser encaminhado de acordo com suas necessidades”, disse Cláudia. A ala da unidade conta 31 leitos, sendo três por enfermaria e um leito de isolamento.