quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
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Cão Orelha: polícia diz que adolescente mentiu em depoimento; entenda

Investigado afirmou à Polícia Civil que estava na piscina do condomínio no momento em que o cão comunitário era atacado

CNN Brasil

O principal adolescente suspeito de agredir o cão Orelha apresentou informações falsas em seu depoimento oficial à DEACLE (Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei). O jovem afirmou aos investigadores que não havia saído do condomínio na manhã de 4 de janeiro e que teria permanecido na área da piscina.

A versão do suspeito foi desmentida pelo controle de acesso da portaria e por imagens de câmeras de segurança, que registraram sua saída e retorno ao edifício no horário do crime.

Testemunhas ouvidas durante o inquérito também confirmaram a presença do jovem fora das dependências do condomínio.

Cronologia dos fatos

De acordo com o inquérito, o adolescente saiu de seu condomínio às 5h25 da manhã do dia 4 de janeiro.

O ataque ao animal ocorreu por volta das 5h30. O vídeo em posse dos investigadores mostra o jovem retornando ao prédio às 5h58, acompanhado por uma amiga.

De acordo com a polícia, esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio.

O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso e ficou nos EUA até o dia 29 de janeiro. No retorno, ele foi interceptado pela polícia ao chegar no aeroporto.

Ainda conforme a polícia, na ocasião, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom, que também foram peças importantes na investigação. Além disso, o familiar do autor tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, que foi utilizada no dia do crime.

Tecnologia na investigação

PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) utilizou tecnologia avançada para confrontar o depoimento, incluindo um software israelense capaz de recuperar dados apagados em celulares e a análise técnica de geolocalização.

Segundo a polícia, as mentiras do autor foram pontos fundamentais para fechar o “quebra-cabeça” da investigação.

Devido à gravidade das agressões e às evidências colhidas, a autoridade policial representou pela internação do adolescente, medida equivalente à prisão para adultos em casos graves.

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