sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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Bolsonaro, um mal perdedor

Ainda pairam dúvidas sob o episódio da facada desferida por Adélio Bispo no então candidato Jair Bolsonaro à presidência da República. Em recente depoimento, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-aliada das mais ferrenhas de Bolsonaro revelou que, em uma das suas muitas viagens de campanha ele teria revelado que se fosse vítima de uma facada, ganharia a eleição, o que veio a acontecer 10 ou 15 dias depois. Que coincidência, não?

É muito estranho imaginar Adélio, com uma faca, se aproximar de um homem cercado de seguranças, muitos deles policiais, armados e ainda assim furar o bloqueio e atentar contra a vida de Jair. E mais, sair ileso no meio de uma turma, reconhecidamente agressiva e, repito, armada.

Com a suposta facada, o efeito “mártir” surtiu efeito, e olhe que nem estou falando na grande armação em torno da candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, agora desfeita pela Suprema Corte do Brasil. Bolsonaro conseguiu ainda se livrar de todos os debates pré-eleições.

Agora, diante de um cenário desfavorável à sua reeleição, conforme todas as pesquisas apresentadas até agora e com Lula no páreo até então, Bolsonaro mira numa outra estratégia desesperada: atacar o sistema eleitoral do país e cobrar um retrocesso através do voto impresso, inclusive, alegando ter provas de fraudes anteriores, sem no entanto, apresentar qualquer prova.

O sistema eleitoral brasileiro é um dos mais seguros do mundo, sendo inclusive modelo para outros países, o tal do “voto auditável” já existe e até hoje não há qualquer evidência de que tenha havido qualquer fraude nas eleições do país, desde a sua instalação, em 1996.

Mas, se Bolsonaro tem mesmo provas de que houve alguma falha recente, ele deveria ser obrigado a apresentá-las, para a própria segurança dos próximos pleitos eleitorais. Interessante que ele nunca questionou tal possibilidade antes, mesmo sendo ele a vítima, conforme diz, no primeiro turno da última campanha.

Boquirroto e falastrão, causa enorme estranheza que ele tenha aceitado tranquilamente ter sido “fraudado” e simplesmente aceitou “de boas” passar pro segundo turno, correndo inclusive risco de perder o pleito. Desconheço este Bolsonaro.

Sem respaldo, sem partido e sem apresentação de provas, ao que parece Bolsonaro não passa de um mal perdedor à procura de desculpas para a derrota a cada dia mais desenhada. Não tem coragem, como não teve na última eleição, de enfrentar uma campanha cara a cara com seus adversários e já admitiu até não participar do pleito caso o voto não seja como ele pretende, impresso, perdendo assim, o jogo por WO.

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