sábado, 31 de janeiro de 2026
InícioDestaquesArtistas, agentes, produtores culturais e governo discutem ampliação do volume de patrocínios...

Artistas, agentes, produtores culturais e governo discutem ampliação do volume de patrocínios a projetos no RN

De meados de março do ano passado para cá, o setor cultural e de entretenimento precisou abafar o talento. Figurinos guardados, guitarra e violão com cordas silenciadas, palcos e coxias vazios, mamulengos se esconderam por trás do pano, que também parou junto no fundo do baú. Grandes espetáculos populares a céu aberto, como o Chuva de Bala no País de Mossoró, O Presente de Natal e a Cantata dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, e festivais musicais adiados. O som baixou, as luzes apagaram-se. A pandemia, que assolou o mundo, devastou também os planos de artistas e do meio cultural do Rio . Mas, agora, o setor quer voltar com mais força neste segundo semestre para mostrar todo o potencial das expressões artísticas locais e busca reverter quase 16 meses de interrupção e muitas perdas.

Apesar de notável, a produção cultural precisa de recursos e apoio. Para estimular o patrocínio de projetos culturais, o Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Tributação (SET-RN) e Fundação José Augusto (FJA), e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Natal se uniram para estimular empresários do varejo a apoiar a cultura por meio da Lei Câmara Cascudo (LCC), o programa estadual de incentivo à cultura. Denominada RN + Cultura, a campanha recebeu a adesão de músicos, cantores, artistas e agentes e produtores culturais para mobilizar o estado em prol da cultura.

A principal proposta da ação é estimular a inciativa privada aproveitar a dedução fiscal para direcionar esses recursos, que seriam pagos em ICMS, ao patrocínio de iniciativas culturais como prevê a Lei Câmara Cascudo, além de chamar a atenção para a importância desse segmento, um dos mais impactados pela pandemia da Covid-19. O governo já assegurou uma renúncia fiscal da ordem de R$ 8 milhões para o programa neste ano, porém, com a campanha RN + Cultura, pretende chegar aos R$ 13 milhões.

“Temos o compromisso de chegar a esse volume de renúncia para conseguirmos apoiar o maior número possível de projetos culturais em todas as modalidades. O setor precisa desse suporte, não somente pelo que passou nos últimos meses, mas sobretudo pela importância do fazer artístico. A cultura é fundamental para a construção de uma sociedade crítica. E as empresas podem ser determinantes nesse processo, para que nenhuma produção deixe de ser executada por falta de apoio. Esse é o nosso pensamento”, defende o secretário Estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier.

Dentro das ações do RN + Cultura, está a realização de um Meeting, na próxima terça-feira (27), com empresários do segmento do varejo, contabilistas, juristas e setor artístico. A proposta do encontro virtual é mostrar a força dessa lei para a cultura e também os benefícios que a iniciativa privada recebe ao patrocinar um projeto. O evento será conduzido pelo presidente da CDL Natal, José Lucena, e terá apresentação de cases bem sucedidos de retorno para empresas patrocinadoras e parceiras da LCC, além de uma sessão para s empresários participantes obterem esclarecimentos sobre as regras do programa de incentivo à cultura. O Meeting é restrito a convidados mas será transmitido ao público em geral através das redes sociais e canal no YouTube da CDL Natal a partir das 19h.

Para o produtor Jomardo Jomas, idealizador do tradicional Festival MADA – Música Alimento da Alma, essa difusão das vantagens do patrocínio via lei de incentivo é determinante para o fortalecimento do setor, estímulo para o surgimento de novas produções e bens culturais de qualidade para a população potiguar, e ratifica que sem apoio infelizmente ainda é difícil viabilizar esses projetos. “Cultura é fundamental para registro de um tempo , de uma povo e da história. Investir na cultura é registrar  nossa história. Temos o mecanismo da Lei Câmara Cascudo que é fundamental nesse processo de fomentar a cultura e nossa história”.

Pensamento semelhante tem a produtora cultural Mônica Mac Dowell, responsável pela criação do MPB Jazz, Som nas Escolas e a Roda de Samba Cores do Nosso Samba da cantora Valéria Oliveira. Esses projetos foram viabilizados também com o apoio das leis de ince

Foto: Bruno Martins.

ntivo. “Quando uma empresa investe em cultura, todo mundo sai ganhando. O público, com a possibilidade de receber uma oferta maior de atrações de qualidade desenvolvidas por especi

alistas. O próprio segmento cultural, gerando trabalho e renda e movimentando grande parte da cadeia produtiva com o retorno investimento comprovado. E as empresas, com a valorização da marca e da sua imagem corporativa”.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!
- Advertisment -

Notícias Recentes