domingo, 1 de fevereiro de 2026
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ANÁLISE: “ANÁLISE: SIGNIFICADO DE BOLSONARO NO RN”

Senador Rogério Marinho o principal aliado de Bolsonaro no RN

Ney Lopes

O ex-presidente Jair Bolsonaro encontra-se em visita ao nosso estado.

Chega em clima de campanha das eleições municipais.

O presidente Lula manteve os R$ 4,9 bilhões definidos pelo Congresso Nacional para o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas Eleitorais.

Na última eleição municipal, em 2020, o fundo eleitoral era de R$ 2 bilhões, menos da metade do total destinado ao pleito deste ano.

A eleição municipal de 20204 será caríssima.

Fui colega de Bolsonaro, por várias legislaturas na Câmara Federal. Atuante e firme em suas posições de defesa dos militares, mantinha bom relacionamento no partido.

Em 2018, ele partiu para o “tudo ou nada”.

Candidatou-se a presidente da República, sem base política sustentável.

Diferença para 2024

Após acirrada campanha se elegeu para o mandato presidencial.

Representou ruptura com a tradicional polarização entre PT e PSDB que já durava mais de duas décadas.

Assumiu o comando do país interessado em consolidar forte polo de direita, sob sua liderança.

No seu governo, deu oportunidade a quem não tinha “padrinho “ e formou um ministério de alto nível.

Entretanto, não se saiu bem na eleição de 2020.

Declarou adesão a 18 candidatos a prefeito e apenas 5 se elegeram.

A diferença para o pleito de 2024 é que Bolsonaro, mesmo inelegível, está consolidado como um líder político nacional e novamente no papel de fiador de candidaturas.

No passado, a gestão da pandemia significou um preço alto, refletido nas candidaturas que apoiou.

Bolsonaro fortalecido

Atualmente, o cenário é diferente.

A polarização política está enraizada entre Lula e o PT de um lado, e Jair Bolsonaro do outro.

As pesquisas indicam queda de popularidade do presidente, aumentando dúvidas sobre o seu poder de transferir votos.

Há quatro anos, Bolsonaro não tinha partido.

Hoje está no PL, maior agremiação do Congresso, dispondo de quase R$ 900 milhões para garantir sucesso nas urnas.

Por todas essas razões, o ex-presidente acredita que a presidência de 2026 dependerá das ações de hoje, conquistando prefeituras, câmaras de vereadores e formando lideranças locais.

A análise sobre o poder eleitoral de Bolsonaro deve considerar que, apesar da decisão do TSE, que o tornou inelegível por oito anos, ele conseguiu milhões de votos na tentativa de reeleição em 2022 e tem inegável influência para mobilizar o eleitorado conservador..

O cabo eleitoral mais disputado será a sua esposa Michelle Bolsonaro.

Além disso, a presença de Waldemar Costa Neto na presidência do PL dá segurança pela experiência política que possui.

Estratégia rural

Uma das estratégias do PL é consolidar a área rural do país, com a forte presença do agronegócio, como um reduto bolsonarista.

A queda do PSDB, certamente facilitará a transferência desse espólio e a conquista de quem normalmente votava nos tucanos.

No RN, o partido disputa com apoios a candidaturas em cidades polos como Natal, Parnamirim, Mossoró, São Gonçalo do Amarante e Extremoz.

Sem dúvida, as perspectivas do PL e seus aliados são de bons resultados nesta eleição. Aguardar!

HOJE NA HISTÓRIA

Dia da informática

1519 – A Cidade do Panamá é fundada.

15 de agosto de 1914 o Canal do Panamá entrava oficialmente em operação

1537 – Fundação de Assunção, capital do Paraguai

1945 – O Japão se rende aos aliados, marcando assim o fim da Segunda Guerra Mundial.

No dia 15 de agosto de 1961, a Alemanha Oriental começou a construir o Muro de Berlim

42 – Maria (mãe de Jesus), segundo a tradição da Igreja teria “dormido” e ressuscitado sendo elevada ao Céu em corpo e alma pelos anjos.

Dia da informática

No dia 15 de agosto de 1769 nascia, em Ajaccio, na Córsega, Napoleão Bonaparte, militar e imperador da França, conquistador de parte do território europeu

 

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Ney Lopes Putin está irritadíssimo. Promete ataques em massa a Kiev. Porém, a realidade é que os russos estão perdendo espaço para os ucranianos. O país está chocado com a primeira incursão militar estrangeira no seu território desde 1945. A ofensiva ucraniana na região de Kursk levou à maior evacuação de civis russos, desde a Segunda Guerra Chechena, totalizando 195 mil pessoas. As tropas russas estão dispersas, confusas e desmoralizadas. Os ucranianos conquistaram 28 povoados, depois de avançar 12 km dentro do território russo, numa amplitude de 40 km. A área ocupada inclui o terminal de Sudza, que transporta gás natural para a União Europeia. As negociações entre Ucrânia e Rússia parecem distantes, mas um dia acontecerão. E iniciá-los com o controle de parte da região de Kursk fortalece a posição da Ucrânia. Nas negociações valerão mais do que qualquer coisa que Putin tenha conseguido conquistar e reivindicar para o seu próprio país. Desde que o lado ucraniano não cometa erros estúpidos e dispendiosos, o exército russo, no seu estado atual, precisará de pelo menos um ano para retomar estes territórios fronteiriços, e ao custo de perdas consideráveis. Um fato que pode apressar o fim da guerra. O risco é que Moscou pode preparar a sua habitual reação às derrotas militares: atacar indiscriminadamente o território ucraniano, incluindo alvos civis, com todo o arsenal disponível. … Desta vez também, Putin talvez não hesite. Ele poderá tentar salvar a face, após essa derrota. Mas está enfraquecido. Como bem apontou o oponente Leonid Gozman, “um czar incapaz de defender o seu território, não pode permanecer no trono” Os “bastidores” da troca de prisioneiros Já analisamos a recente “troca” de 26 prisioneiros de guerra, que envolveu Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Eslovênia, Noruega, Bielorrússia e Rússia. Surgem agora novos fatos nos “bastidores”, acerca de uma negociação dramática, que durante mais de um ano envolveu sigilo e sangue frio, diante das idas e vindas do governo russo nos diálogos com a CIA, o Departamento de Estado e a Casa Branca. Além desses, participaram vários governos aliados, graças, em particular, a um canal de comunicação específico estabelecido pelos presidentes Joe Biden e Vladimir Putin durante encontro em Genebra, em junho de 2021. A “amizade” elogiada por Joe Biden, que favoreceu o acordo, não se dirige à Rússia, mas aos países europeus, sobretudo à Alemanha, mas também à Noruega, à Polônia e à Eslovênia, que colaboraram neste esforço. Muito cedo nas negociações, parecia que o único interesse de Moscou era Vadim Krassikov, um agente russo condenado à prisão perpétua na Alemanha pelo assassinato de um opositor checheno em Berlim em 2019, na praça pública, com tiros na cabeça, e a quem Putin prestou homenagem publicamente. Sob protestos da Alemanha, ele foi incluído no grupo beneficiado. Hoje, a diferença com a época da Guerra Fria diz respeito ao que se tornou uma prática detestável, que regimes como a Rússia e o Irã adoram “a diplomacia de reféns”. Qualquer estrangeiro que viva hoje nesses países corre o risco de ser preso para servir de “refém” numa longa negociação. Devemos regozijar-nos com a liberdade recuperada de pessoas injustamente detidas, mas não nos enganemos quanto às motivações de Moscou: não estamos no alvorecer de uma nova distensão. Pelo contrário, a índole de Putin é endurecer. Hoje na história Dia do filósofo 1852 – Fundação de Teresina, capital do Piauí. 1995 – É lançado o navegador Internet Explorer, da Microsoft No dia 16 de agosto de 2008, em Pequim, o nadador brasileiro César Cielo conquistava a primeira medalha de ouro do Brasil em uma prova olímpica de natação. Idi Amin, cujos oito anos como presidente do Uganda foram caracterizados por um comportamento assassino, morreu na Arábia Saudita.
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