A Biblioteca Encantada_Parte 1

A biblioteca é um lar de muitos livros, dos mais variados e incríveis, e também um pequeno lar para pessoas que gostam de libertar imaginações. Há quem acredite que uma biblioteca pode ser encantada, bom…Pelo menos os moradores da cidade de Molive. Esta pequena cidade fica ao sul de New Lance, um pequeno vilarejo, carregado de histórias bem contadas, de pequenos sonhos. E acredita-se que esta pequena biblioteca é encantada, se você se empolgar com a história de tal livro, pode ser sugado por ele. Verih não acreditava nisso, sempre lia todos os tipos de histórias, folheava todo tipo de livro e nunca havia lhe acontecido absolutamente nada. Verih era visitante desta biblioteca, toda semana escolhia um livro para leitura, era fascinada por histórias primitivas, as que envolvessem drogões eram as melhores, era um mundo onde ela entrava e não queria mais sair, pelo menos na sua imaginação, viajava acordada, os sorrisos eram altos e gentis, as gargalhadas sempre boas também. Veridiana Amado Santos era seu nome ou Verih como preferia. Era uma garota baixinha feito joaninha, sua pele branca como a neve, seu cabelo ruivo, que imitava chamas quentes e seus olhos eram azuis feito o céu, porém irradiantes como se não tivessem nuvens. Amava músicas e livros, de todos os presentes do mundo, nada a deixava mais feliz do que um bom livro ou uma partitura de uma boa música, assim ela conseguia treinar bem em seu piano. Um dia no colégio, ouviu boatos e cochichos de que a biblioteca ira fechar:

_ Eu ouvi dizer que é por causa dos livros encantados, que sugam as pessoas para dentro de suas histórias. Disse Roberto

_Claro que não, seu bobo! Retrucou Christian.

_Vocês não sabiam? A biblioteca somente suga pessoas para dentro do livro se não sair antes do horário de fechar…

_Vocês dois têm quantos anos? Disse Verih, se metendo na conversa dos meninos. Não há nenhum encatamento na biblioteca.

_Então, por que você não vai até lá? Disse Roberto num tom sarcástico.

_Tudo bem Roberto, amanhã entregarei o livro que peguei nesta semana, estou realmente atrasada na entrega. Responde Verih

Após o soar da campanhia avisando o término da aula, no dia seguinte, Verih foi até a biblioteca…

Devolveu o livro na prateleira delicadamente e saiu de fininho. Foi a procura da porta dos fundos e para sua surpresa a porta havia sumido. Mais assustada estava, enquanto placas e mais placas apareciam em sua frente. Não havia ninguém por perto. Enquanto caminhava pelos corredores sinistros, via placas dizendo “Cuidado, buraco a 20 metros”, “ Cuidado, escada morde”… Ela achou estranho, mas sabia que nada era real, que estava delirando devido as piadas dos meninos um dia antes no colégio. Cadeiras iam sumindo, uma a uma… Mesas voavam para o teto, livros flutuavam, estava tudo uma loucura e Verih já estava mais que amedrontada, e começou a correr em busca de uma saída, enquanto mil portas se abriam no chão, nas paredes e nos tetos…E nenhuma era a sua saída. E nesta jornada frenética em busca de uma saída, notou que os livros flutuavam e sorriam, outros choravam, uns se queimavam e tantos outros em situações estranhas e nada cabíveis… Seus títulos conhecidos e muitos outros assustadores. Conseguia ver muitas pessoas perdidas junto ao caos de livros e coisas voando ao redor, o mundo parecia pequeno, um girar extraordinário… Verih em um longo salto consegue até a penúltima prateleira e num zap agarrara um livro que voava em sua frente. Sua capa firme e colorida. Folheou até a página 82, lá havia uma porta de madeira, pintada em tinta bege quase marrom. Achara assim seu caminho de volta. E fora sugada repentinamente, como se adentrasse num redemoinho de sonhos. De volta pra casa, era seu livro preferido.

CONTINUA…