sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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Roubo no Louvre: detidos têm antecedentes e quadrilha já foi mapeada, mas joias seguem desaparecidas

Por RFI

Dez dias após o roubo de joias no Museu do Louvre, a procuradora de Paris, Laure Beccuau, divulgou novos elementos da investigação. Os dois suspeitos detidos em 25 de outubro foram identificados por meio de vestígios de DNA e apresentados à Justiça para possível indiciamento.

Ambos já tinham antecedentes criminais e são suspeitos de integrar a quadrilha que invadiu a Galeria de Apolo, onde estavam expostas peças históricas avaliadas em cerca de € 88 milhões (R$ 540 milhões).

Um deles, de 34 anos, é argelino residente na França; o outro, de 39, nasceu em Aubervilliers, na região metropolitana de Paris. Os dois já eram conhecidos da polícia.

Um dos suspeitos foi preso no aeroporto de Roissy, prestes a embarcar para a Argélia sem passagem de volta. Seu DNA foi encontrado em um dos scooters usados na fuga. Ele já era conhecido da polícia por infrações de trânsito e por um caso de furto. O segundo foi capturado na mesma noite, perto de sua casa.

Seu DNA foi encontrado em uma das vitrines da Galeria de Apolo e em objetos deixados no local do crime. Beccuau fez questão de esclarecer que a identificação não foi feita com base em um fio de cabelo ou em um colete amarelo, como sugerido por alguns veículos de imprensa.

A operação foi conduzida pela Brigada de Repressão ao Crime Organizado de Paris (BRB) e pelo Escritório Central de Luta contra o Tráfico de Bens Culturais (OCBC), órgãos especializados em crimes contra o patrimônio histórico.

Objetos roubados ainda não foram recuperados

Segundo a procuradora, os objetos roubados ainda não foram recuperados, mas há esperança de que sejam localizados. A única peça encontrada até agora foi a coroa da imperatriz Eugênia, deixada para trás durante a fuga. No entanto, a direção do Louvre alertou que sua restauração será extremamente delicada.

A ministra da Cultura da França, Rachida Datireconheceu publicamente na terça-feira (28) que houve falhas graves de segurança no museu, que facilitaram o roubo. Ela anunciou três investigações administrativas, incluindo uma em parceria com o Ministério do Interior, para revisar os protocolos de proteção do patrimônio nacional.

Laure Beccuau também negou que haja, até o momento, qualquer indício de cumplicidade interna no museu, apesar de especulações na imprensa. A investigação já identificou com segurança quatro envolvidos, mas não descarta a existência de um mandante ou receptadores das joias roubadas.

(Com AFP)

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