Além dos estupros, Høiby responde por maus-tratos em relações íntimas, atos de violência, violações da liberdade individual e gravação de vídeos sem consentimento, conforme explicou o procurador-geral Sturla Henriksbø durante uma coletiva de imprensa.
“A pena máxima para os crimes mencionados na acusação é de até dez anos de prisão”, declarou Henriksbø. “São atos extremamente graves, capazes de deixar marcas duradouras e destruir vidas”, enfatizou.
Prisões anteriores
Nascido de uma relação anterior ao casamento de sua mãe com o príncipe herdeiro Haakon, Marius Borg Høiby foi preso em 4 de agosto de 2024, suspeito de agredir a namorada após uma briga em um apartamento em Oslo. Ele foi acusado de lesão corporal e, na ocasião, a imprensa norueguesa informou que a polícia encontrou uma faca cravada em uma das paredes do imóvel.
O caso desencadeou uma série de denúncias e revelações surpreendentes feitas por outras vítimas. No mês seguinte, em setembro, ele foi novamente preso por descumprir uma medida protetiva.
“O fato de Marius Borg Høiby pertencer à família real não deve, evidentemente, significar que ele deva ter um tratamento mais brando ou mais severo do que qualquer outra pessoa acusada de crimes semelhantes”, reforçou o procurador.
Os quatro estupros pelos quais Høiby foi acusado teriam ocorrido em 2018, 2023 e 2024, sendo o último já após o início da investigação policial.
(Com RFI e agências)




