Por Nathália Cardim, Metrópoles
Em meio ao cenário de devastação causado pelos incêndios que destruíram a vegetação da Floresta Nacional (Flona) e do Parque Nacional de Brasília, voluntários e servidores de órgãos da defesa ambiental trabalham para reabilitar e reintroduzir à mata, a fauna atingida pelas queimadas.
Enquanto brigadistas e bombeiros militares atuam no combate às chamas, biólogos, veterinários e outros profissionais se dedicam à minimizar o sofrimento animal
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No DF, alguns bichos foram resgatados e ainda estão em tratamento no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e no Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília. Como é o caso de um filhote de cambacica resgatado na Flona e uma anta resgatada perto de uma área de queimada no Parque Nacional de Brasília. O jovem macho de 73kg teve as quatro patas feridas em decorrência de queimaduras.
Há, também, papagaios resgatados que aguardam a reintrodução à natureza. Uma cobra jararaca encontrada no local já foi solta. Dois animais, possíveis vítimas dos incêndios, não teriam resistido aos ferimentos. Eles são um rato silvestre ameaçado de extinção que estava na Flona e recebeu tratamento no Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus) do DF, e um filhote de anta fêmea, atacada por um cachorro no Parque Nacional.
A filhote de anta foi atendida no Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (HUB), pode ter tido o quadro de saúde agravado por causa dos incêndios e não se recuperou.
Uma série de medidas foram adotadas em parceria por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), junto à Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) e à Fundação Jardim Zoológico de Brasília.
Segundo a diretora do hospital veterinário do Zoo, Tânia Borges, ainda é possível que outros animais sejam localizados nas regiões queimadas.
“Quanto mais rápida a ação inicial, maior o sucesso no resultado. Mesmo que você só tenha uma resposta com o passar dos dias, a prontidão é essencial. Estamos com as nossas equipes o tempo todo mobilizadas para serem acionadas e temos todo o material disponível para esse tipo de trabalho, como equipamentos específicos para atender os animais, medicação e anestésicos. Tudo isso é essencial para a recuperação e os resultados do tratamento”, detalhou.
“Como o nosso maior objetivo é devolvê-los à natureza, como são animais de vida livre, tentamos o mínimo de contato possível com esses animais para evitar o máximo de submetê-los a qualquer estresse”, acrescentou a veterinária.












