domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Campanhas eleitorais começam nesta sexta; veja o que é permitido

Agência Brasil

A partir desta sexta-feira (16) começa oficialmente a campanha paras as eleições municipais de outubro, sendo liberadas as propagandas e os pedidos de votos, na internet e nas ruas. A campanha ocorre até a véspera da votação, marcada para 6 de outubro. 

São permitidos, por exemplo, a distribuição de santinhos, as caminhadas, carreatas, os comícios, o uso de equipamentos de som e outros tipos de manifestação política, bem como a transmissão desses eventos pelas redes sociais.

Pelas regras, os candidatos podem lançar seus sites e pedir votos em perfis de rede social e aplicativos de mensagem, embora seja proibida a contratação de disparos em massa.

Também está proibido pagar para que personalidades e influenciadores veiculem propagandas de candidatos em seus perfis na internet, ainda que essas pessoas possam manifestar voluntariamente o apoio a candidatos e fazer a veiculação gratuita de material de campanha.

O impulsionamento de propagandas na internet – isto é, o pagamento por maior alcance de pessoas – está permitido sob uma série de condicionantes, entre elas a de que a plataforma a oferecer o serviço mantenha um canal de atendimento ao eleitor, por exemplo. Essas exigências fizeram empresas como o Google deixar de participar desse mercado. A big tech anunciou que neste ano não vai permitir propagandas eleitorais em suas plataformas no Brasil.

As propagandas eleitorais que começam hoje (16) não devem ser confundidas com o horário eleitoral gratuito em rádio e TV, que será transmitido de 30 de agosto a 3 de outubro. O uso desses meios de comunicação de massa é mais restrito, sendo proibida a contratação de espaço publicitário além do tempo estipulado pela Justiça Eleitoral para cada partido.

Inteligência Artificial

Esse deve ser ainda o primeiro pleito no Brasil diretamente impactado por novas tecnologias de Inteligência Artificial (IA), aquelas capazes de produzir imagens e sons sintéticos muito próximos do real.

Diante da ausência de leis sobre IA no país, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu se adiantar e aprovar regras para regular a utilização desse tipo de tecnologia nas propagandas eleitorais. Pelas regras aprovadas, o uso de “conteúdo sintético multimídia” gerado por IA deve sempre vir acompanhado de um alerta sobre sua utilização, seja em qualquer modalidade de propaganda eleitoral.

Nas peças no rádio, por exemplo, se houver sons criados por IA isso deve ser alertado ao ouvinte antes de a propaganda ir ao ar. Imagens estáticas exigem marca d’água, enquanto material audiovisual deve fazer alerta prévio e estampar a marca d’água. Em material impresso, o aviso deve constar em cada página que contenha imagens geradas por meio de IA.

Em caso de descumprimento, qualquer propaganda pode ser tirada de circulação, seja por ordem judicial ou mesmo por iniciativa dos próprios provedores de serviços de comunicação, prevê a resolução eleitoral que trata do tema.

Além da vedação à desinformação em geral, um dos artigos dessa resolução traz a vedação explícita ao deep fake, proibindo “o uso, para prejudicar ou para favorecer candidatura, de conteúdo sintético em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos, que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente, ainda que mediante autorização, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia”.

Nesse caso, as consequências em caso de descumprimento são mais graves, podendo acarretar a cassação do registro de candidatura ou mesmo do eventual mandato. Há ainda a abertura de investigação por crime eleitoral. Quem divulgar fatos que saiba ser inverídicos sobre partidos ou candidatos, e que sejam capazes de exercer influência sobre o eleitorado, pode estar sujeito a pena de dois meses a um ano de detenção.

Ao se tratar de desinformação, a Justiça Eleitoral tem poder de polícia, isto é, pode determinar de ofício, sem ser provocada, a remoção de material. A ordem de remoção pode ter prazo inferior a 24 horas, se o caso for grave.

Essas ordens podem ser direcionadas a plataformas de redes sociais, por exemplo, que são obrigadas a cumpri-las por meio de acesso identificado aos sistemas, que deve ser comunicado à Justiça Eleitoral.

Todos os detalhes sobre a propaganda eleitoral podem ser encontrados em resolução publicada no portal do TSE.

Regras gerais

São aplicadas às propagandas feitas com IA as mesmas regras que valem para os demais tipos de material – tudo deve sempre vir acompanhado da legenda partidária e ser produzido em português.

Uma regra já antiga é que nenhuma propaganda eleitoral pode “empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais”. É vedado ainda o anonimato.

Além de divulgar desinformação, também é proibido: veicular preconceitos de origem, etnia, raça, sexo, cor, idade, religiosidade, orientação sexual e identidade de gênero, bem como qualquer forma de discriminação; depreciar a condição de mulher ou estimular sua discriminação; veicular conteúdo ofensivo que constitua calúnia, difamação ou injúria; entre outras.

No caso da campanha na rua, é vedado “perturbar o sossego público”, diz a norma sobre o assunto, seja  “com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos, inclusive aqueles provocados por fogos de artifício”.

Assim como em pleitos anteriores, continuam proibidos os outdoors, o telemarketing e os showmícios, bem como a utilização de artefato que se assemelhe à urna eletrônica como veículo de propaganda eleitoral.

As caminhadas, passeatas e carreatas estão liberadas, desde que ocorram entre as 8h e as 22h e até a véspera da eleição. Esses eventos podem utilizar carro de som ou minitrio elétrico, assim como em reuniões e comícios. Não há necessidade de autorização pela polícia, mas as autoridades de segurança precisam ser avisadas com, no mínimo, 24 horas de antecedência ao ato de campanha.

As normas eleitorais detalham ainda a potência máxima que deve ter cada um desses equipamentos sonoros – 10.000W para carros de som, 20.000W para ministros e acima disso para trios elétricos, permitidos somente em comícios. Ainda assim, tais ferramentas só podem ser utilizadas no contexto de algum evento eleitoral, nunca de forma isolada.

Outra proibição antiga é a confecção ou distribuição diretamente ao eleitor de brindes como chaveiros, bonés ou canetas. Estão liberados, contudo, os adesivos e broches. As camisetas podem ser entregues somente aos cabos eleitorais.

Essas e outras autorizações e proibições sobre propaganda eleitoral podem ser vistas numa cartilha produzida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

Denúncias

Qualquer pessoa que flagrar alguma irregularidade pode denunciá-la à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal, disponível para celulares com sistema operacional Android ou iOS.

O TSE disponibiliza também o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), que pode ser acionado em casos de desinformação, ameaças e incitação à violência, perturbação ou ameaça ao Estado Democrático de Direito, irregularidades no uso de IA, comportamentos ou discursos de ódio e recebimento de mensagens irregulares.

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Ney Lopes Putin está irritadíssimo. Promete ataques em massa a Kiev. Porém, a realidade é que os russos estão perdendo espaço para os ucranianos. O país está chocado com a primeira incursão militar estrangeira no seu território desde 1945. A ofensiva ucraniana na região de Kursk levou à maior evacuação de civis russos, desde a Segunda Guerra Chechena, totalizando 195 mil pessoas. As tropas russas estão dispersas, confusas e desmoralizadas. Os ucranianos conquistaram 28 povoados, depois de avançar 12 km dentro do território russo, numa amplitude de 40 km. A área ocupada inclui o terminal de Sudza, que transporta gás natural para a União Europeia. As negociações entre Ucrânia e Rússia parecem distantes, mas um dia acontecerão. E iniciá-los com o controle de parte da região de Kursk fortalece a posição da Ucrânia. Nas negociações valerão mais do que qualquer coisa que Putin tenha conseguido conquistar e reivindicar para o seu próprio país. Desde que o lado ucraniano não cometa erros estúpidos e dispendiosos, o exército russo, no seu estado atual, precisará de pelo menos um ano para retomar estes territórios fronteiriços, e ao custo de perdas consideráveis. Um fato que pode apressar o fim da guerra. O risco é que Moscou pode preparar a sua habitual reação às derrotas militares: atacar indiscriminadamente o território ucraniano, incluindo alvos civis, com todo o arsenal disponível. … Desta vez também, Putin talvez não hesite. Ele poderá tentar salvar a face, após essa derrota. Mas está enfraquecido. Como bem apontou o oponente Leonid Gozman, “um czar incapaz de defender o seu território, não pode permanecer no trono” Os “bastidores” da troca de prisioneiros Já analisamos a recente “troca” de 26 prisioneiros de guerra, que envolveu Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Eslovênia, Noruega, Bielorrússia e Rússia. Surgem agora novos fatos nos “bastidores”, acerca de uma negociação dramática, que durante mais de um ano envolveu sigilo e sangue frio, diante das idas e vindas do governo russo nos diálogos com a CIA, o Departamento de Estado e a Casa Branca. Além desses, participaram vários governos aliados, graças, em particular, a um canal de comunicação específico estabelecido pelos presidentes Joe Biden e Vladimir Putin durante encontro em Genebra, em junho de 2021. A “amizade” elogiada por Joe Biden, que favoreceu o acordo, não se dirige à Rússia, mas aos países europeus, sobretudo à Alemanha, mas também à Noruega, à Polônia e à Eslovênia, que colaboraram neste esforço. Muito cedo nas negociações, parecia que o único interesse de Moscou era Vadim Krassikov, um agente russo condenado à prisão perpétua na Alemanha pelo assassinato de um opositor checheno em Berlim em 2019, na praça pública, com tiros na cabeça, e a quem Putin prestou homenagem publicamente. Sob protestos da Alemanha, ele foi incluído no grupo beneficiado. Hoje, a diferença com a época da Guerra Fria diz respeito ao que se tornou uma prática detestável, que regimes como a Rússia e o Irã adoram “a diplomacia de reféns”. Qualquer estrangeiro que viva hoje nesses países corre o risco de ser preso para servir de “refém” numa longa negociação. Devemos regozijar-nos com a liberdade recuperada de pessoas injustamente detidas, mas não nos enganemos quanto às motivações de Moscou: não estamos no alvorecer de uma nova distensão. Pelo contrário, a índole de Putin é endurecer. Hoje na história Dia do filósofo 1852 – Fundação de Teresina, capital do Piauí. 1995 – É lançado o navegador Internet Explorer, da Microsoft No dia 16 de agosto de 2008, em Pequim, o nadador brasileiro César Cielo conquistava a primeira medalha de ouro do Brasil em uma prova olímpica de natação. Idi Amin, cujos oito anos como presidente do Uganda foram caracterizados por um comportamento assassino, morreu na Arábia Saudita.
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