sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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LAÍRE ROSADO Um coordenador político para a sucessão

O mês de maio começa com dados de pesquisas favoráveis ao prefeito Allyson Bezerra. Nenhuma novidade, pois são informações que se repetem desde o início da administração do atual prefeito de Mossoró. É até possível que a imagem do prefeito melhore um pouco mais, por conta do Mossoró Cidade Junina, às vésperas das convenções partidárias.

Tive oportunidade de assistir a algumas viradas eleitorais em situações que eram dadas como definitivas. Tanto pode acontecer um fato catastrófico que atrapalhe o caminho do favorito, como a oposição pode construir uma mensagem de convencimento emocional que sensibilize o eleitor, melhorando a situação do seu candidato. Até o momento, entretanto, nada disso parece acontecer em Mossoró. Entretanto, política, é bom lembrar, é sempre imprevisível.

O certo é que o resultado de uma eleição não pode ser considerado definitivo antes de abertas as urnas. Por isso mesmo é que a oposição não pode jogar a toalha e abandonar a disputa. Depois, uma eleição sempre é uma preparação para a que virá depois. Hoje, mais que a perspectiva da eleição majoritária futura, vislumbra-se a formação de bloco parlamentar para garantir Fundo Partidário e Fundo Eleitoral mais substanciais, para o crescimento e fortalecimento dos partidos políticos

Em nossa cidade, o bolsonarismo partiu com a candidatura do ex-vereador Genivan Vale (PL) para disputar a prefeitura. O partido dos trabalhadores, que atualmente tem o presidente da República, Lula da Silva, e a governadora do Estado, Fátima Bezerra está demorando a entrar na campanha propriamente dita. Também a ex-prefeita Rosalba Ciarlini, tida, isoladamente, como o nome mais forte da oposição, acomodou-se na disputa política e não assumiu a posição que os opositores ao prefeito municipal desejavam que ocupasse.

Diferente de Natal, onde a luta sucessória municipal foi deflagrada mais cedo, em Mossoró não se conhece uma estratégia oposicionista para o próximo pleito. É possível que a possibilidade de segundo turno na capital do estado justifique essa situação. Contudo, Mossoró sempre teve uma tradição de militância política mais forte que a existente em Natal. Contudo, se a oposição quiser fazer feio, precisa deixar a vaidade de lado e identificar qual liderança será capaz de coordenar o processo sucessório o que, convenhamos, não é uma tarefa das mais fáceis.

Laíre Rosado

Médico e ex-deputado federal

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