Professores da Uern na França falam sobre episódio do atentado terrorista

Os professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Telma Gurgel e Lima Júnior, estão em Paris, na França, participando de missão acadêmica. Através das redes sociais os professores externaram o sentimento que tomou de conta da cidade, após os atentados terroristas, e informaram que estarão retornando para o Brasil amanhã.

Através do seu perfil do facebook, a professora Telma Gurgel declarou: “Oi, camaradas as notícias do terrível atentado em Paris já circulam pelo mundo. A cidade está silenciosa, apreensiva e triste com a perda das pessoas. Mas, principalmente se pergunta como enfrentar a barbárie que desumaniza, promove as guerras, banaliza a crueldade e reina com estupidez”.

O professor Lima Júnior informou que os passeios programados em Paris foram todos cancelados. “Vamos ficar no Hotel esperando o voo de segunda-feira!”, declarou o professor também através de seu perfil no facebook.

Pelas redes sociais, são inúmeros os apoios e orações às vítimas dos atentados terroristas. Alguns usuários ilustraram a bandeira da França na foto de perfil em solidariedade ao povo de Paris. Também há varias mensagens de apoio aos professores que estão em missão internacional. O reitor da Uern, Pedro Fernandes, também se manifestou sobre a situação: “Tranquilidade e fé em Deus para todos que estão aflitos em Paris. Aos professores da Uern Lima Júnior e Telma Gurgel que estão executando suas missões acadêmicas na França digo que estamos orando por todos!!!”, disse.

Atentados em Paris têm mais de 128 mortos e 300 feridos

Da Agência Brasil

Fontes policiais francesas afirmaram hoje (14) que os atentados terroristas dessa sexta-feira (13) à noite, em Paris, causaram pelo menos 128 mortos. Há 300 feridos, 80 dos quais em estado crítico.

Os hospitais públicos de Paris também receberam 177 casos de “emergência relativa”. Esse balanço inclui 43 “testemunhas ou familiares” que precisaram de assistência, de acordo com a Assistência Pública-Hospitais de Paris, que coordena o conjunto dos estabelecimentos hospitalares.

Pelo menos 53 pessoas tinham recebido alta ao início da tarde de hoje.

Oito terroristas, todos com coletes de explosivos, atacaram sete locais, entre eles uma sala de espetáculos e o estádio nacional, onde ocorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha. Segundo a polícia, os oito terroristas foram mortos em operações de segurança.

A França decretou o estado de emergência e fechou as fronteiras para controlar a saída de entrada de pessoas. O presidente François Hollande classificou os acontecimentos dessa sexta como “ataques terroristas sem precedentes no país”.

Estes foram os atentados mais sangrentos na Europa desde os ataques em Madrid, em 2004. Oficialmente, os atentados ainda não foram reivindicados. “Esta terrível provação (…) sabemos de onde vem, quem são estes criminosos, quem são estes terroristas”, afirmou Hollande.

O ministério do Interior francês pediu, em comunicado aos parisienses, que se mantenham em casa, e divulgou um número de informações ao público. “As pessoas que se encontrem em casa, em casa de amigos, ou em instalações de trabalho na região parisiense, devem evitar sair, salvo em caso de necessidade absoluta”, de acordo com a página do ministério na internet.

A prefeitura de Paris já havia feito essa mesma recomendação ainda na noite de ontem, tendo cancelado também várias linhas de metrô, trem e ônibus que levam aos locais que foram foco dos atentados.
As autoridades criaram uma plataforma online para reunir testemunhos que possam ajudar nas investigações.