sábado , 25 de novembro de 2017
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Wilson Bezerra de Moura – Praça do Codó

Diz o aforismo popular e é uma verdade pura e cristalina. Buscai e encontrarás, assim o fiz, busquei em fonte escritas no passado e encontrei mais informações sobre uma praça no Centro de Mossoró, chamada oficialmente de Praça Bento Praxedes, mais reconhecido por todos como Praça do Codó. O espírito de curiosidade e naturalmente o desejo de conhecer os fatos levam a perguntar do por que de tal denominação.

A qualificação de Praça do Codó começou mais ou menos assim. O nome verdadeiro desse logradouro é Praça Bento Praxedes, numa homenagem a um dos mais ilustres cidadãos da cidade de Mossoró, porque não dizer do estado do Rio Grande do Norte.

Bento Praxedes Fernandes, politico de destacável importância para a região, homem fluente na vida comercial e empresarial, grande orador, jornalista influente que, em todas as atividades deixou suas marcas na cidade onde viveu por longos anos.

Pelo ano de 1933, nessa praça onde existiu a residência do empresário Jerônimo Dix-Neuf Rosado Maia, por dois dias hospedou o presidente Getúlio Dorneles Vargas, por isso ficou chamado de Catetinho, por essa ser a habitação oficial do Presidente da República, quando a sede do Governo era a cidade maravilhosa o Rio de Janeiro.

Quando pelo ano de 1950, mais precisamente 18 de agosto, essa mesma praça abrigou ilustre comitiva de políticos em campanha presidencial, composta do candidato Brigadeiro Eduardo Gomes, da União Democrática Nacional, cujo partido agregava os políticos Odilon Braga, que compunha a chapa do Brigadeiro como Vice Presidente, além do senhor José Ferreira de Souza, deputado José Augusto Bezerra de Medeiros, Manoel Varela de Albuquerque e Duarte Filho, quando esses dois foram candidatos ao governo do Estado.

O doutor Duarte Filho, mossoroense foi por mais de uma legislatura candidato a vice governador e prefeito de Mossoró, até um dia ser apontado para Senador da República na qualidade de biônico pela força politica do momento, durante o período militar, não pelo voto popular.

Aconteceu o inusitado, o palanque armado pelo cidadão Francisco Sales dos Santos Bezerra (Sales de Avelino), armado mesmo na Praça Bento Praxedes, não  aguentou o peso de quase 100 pessoas, ruiu e derrubou a todos, causando grande transtornos.

O autor do palanque fugiu no momento com medo de agressão, daí o nome de Praça do Codó e por outras razões levado a efeito em campanhas disputadas pelo governador Aluízio Alves que explorou essa praça como sento do Codó que normalmente levava a derrota de alguns candidatos.

A campanha de 1950 deu zebra por todos os lados, o brigadeiro Eduardo Gomes e Odilon Braga, perderam para Getúlio Vargas e Café Filho, Dix-sept Rosado e Silvio Pedrosa, suplantaram Manuel Varela e Duarte Filho e para completar o senador José Augusto, não conseguiu a reeleição ao Senado.  Tudo terminou com o chá do Codó, na concepção dos partidários Udenistas, segundo dados repassados pelo jornalista Lauro da Escóssia.

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