quinta-feira , 20 de setembro de 2018
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Parlamentar também defende mais representatividade feminina na política.
Parlamentar também defende mais representatividade feminina na política.

Vereadora Sandra Rosado lamenta violência contra mulher

Lembrando o mês dedicado à mulher, a vereadora Sandra Rosado (PSB) protestou contra atos de violência sofridos por mulheres no Brasil nos últimos dias, durante a sessão desta terça-feira (20). Sandra destacou o caso da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e recentes casos de violência cometidos na capital do Rio Grande do Norte e no interior do estado.

“A defesa da causa feminina sempre foi um trabalho permanente da nossa atividade política. Os recentes atos de violência extremos contra a mulher só reafirmam a necessidade de olharmos com mais atenção para essa questão. Entre 1º de janeiro e 28 de fevereiro deste ano, 20 mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Norte”, destacou Sandra.

Estatística

A vereadora citou dados divulgados pelo Observatório da Violência Letal e Intencional (OBVIO), um organismo independente que mapeia os homicídios no Rio Grande do Norte há alguns anos. “O número de assassinatos de mulheres nesse início de ano é 33% maior do que o mesmo período de 2017, quando 15 mulheres foram mortas entre janeiro e fevereiro”, relatou.

Sandra Rosado informou ainda que em 2017 o número de assassinatos de mulheres aumentou 48% em relação a 2016. “E o pior é que a ampla maioria das vítimas são mulheres negras ou pardas, e de origem pobre”, disse.

Representatividade

A vereadora Sandra Rosado destacou a baixa representatividade feminina na política brasileira como um agravante para a situação da violência contra mulher.

“Se por um lado, o Brasil é o país latino-americano com menor taxa de representatividade na política, por outro, nosso país está entre os líderes em relação ao número de feminicídios, que significa perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino, isto é, morte de mulheres pelo fato de serem mulheres. Precisamos mudar essa situação. Não pode se tornar corriqueiro silenciar uma mulher”, finalizou.