segunda-feira , 23 de outubro de 2017
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Localizada no município de Assú, a Usina Solar Assú V é a primeira de cinco centrais de geração de energia solar previstas na região.
Localizada no município de Assú, a Usina Solar Assú V é a primeira de cinco centrais de geração de energia solar previstas na região.

Usina Solar Assú V recebe certificação da ONU pela redução de emissões de carbono

A Usina Solar Assú V, localizada no município do Oeste Potiguar, teve seu programa de atividades aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU), permitindo ingresso no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da entidade. O reconhecimento ao esforço pela descarbonização é uma importante conquista no âmbito da sustentabilidade.

Agora, a usina vai gerar Créditos de Carbono ao evitar a emissão de mais de 45 toneladas de CO2 (dióxido de carbono) por ano, contados a partir de 1º de janeiro de 2018 e válidos ao longo de 7 anos. O CO2 está entre os principais gases responsáveis pelo efeito estufa no planeta terra.

“O registro do projeto Solar Assú V do Programa de Atividades da ENGIE confirma não somente a estratégia da empresa em desenvolver projetos de energia sustentável em prol da descarbonização, mas também que fomos bem-sucedidos na definição e na escolha da nossa estratégia no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e no ganho de eficiência de todo o processo”, comemora o gerente sênior de Mercados de Carbono da ENGIE, empresa responsável pela Usina Assú V, Philipp Hauser.

Com a geração de Crédito de Carbono a partir de 1º de janeiro de 2018 e seguindo até 31 de dezembro de 2024, a Usina Assú V deve evitar a emissão de mais de 320 mil toneladas de CO2 eq..

“A ENGIE está atenta às alterações que vêm ocorrendo no mundo da energia e vem tomando diversas iniciativas para estar à frente dessas mudanças e se antecipar a elas. Uma das estratégias adotadas pelo Grupo, globalmente, foi a descabornização, ou seja, focar em atividades de baixa emissão de carbono, com geração de energia limpa e renovável de fontes hídrica, eólica, biomassa e solar”, ressalta o diretor-presidente da ENGIE, Eduardo Sattamini.

Localizada no município de Assú, no km 99 à margem da rodovia BR-304, região Oeste potiguar, a Usina Solar Assú V é a primeira de cinco centrais de geração de energia solar da ENGIE previstas na região. Com investimento da ordem de R$ 220 milhões, o empreendimento terá capacidade instalada de 30 MW, cuja previsão de conclusão é para dezembro deste ano.

 

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(Foto: Daniel Timm).

 

Crédito de carbono

Crédito de carbono ou Redução Certificada de Emissões (RCE) são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE). Por convenção, uma tonelada (CO2 eq.) corresponde a um crédito de carbono.

A partir dos anos 2000, entrou em cena um mercado voltado para a criação de projetos de redução da emissão dos gases de  efeito estufa, os quais aceleram o processo de aquecimento global, tratando-se exatamente do mercado de crédito de carbono.

Foi a partir do Protocolo de Quioto, acordo internacional que estabeleceu que os países desenvolvidos deveriam reduzir em média 5%, entre 2008 e 2012, suas emissões de GEE, em relação aos níveis medidos em 1990.

Para isso, o Protocolo de Quioto criou o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que prevê a redução certificada das emissões. Uma vez conquistada essa certificação, quem promove a redução da emissão de gases poluentes tem direito a créditos de carbono e pode comercializá-los com os países que têm metas a cumprir.

Em resumo, um crédito de carbono significa a representação de uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida para atmosfera, contribuindo para a redução do efeito estufa e, consequentemente, do aquecimento.

Sobre a ENGIE Brasil

No Brasil, a ENGIE é a maior produtora privada de energia elétrica no país, operando uma capacidade instalada de 10.212 MW em 28 usinas em todo o Brasil, o que representa cerca de 6% da capacidade do país. O Grupo possui 90%de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes limpas, renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa, posição que tem sido reforçada pela construção de novas eólicas no nordeste do país e por uma das maiores hidrelétricas do País, Jirau (3.750 MW), localizada no rio Madeira e que foi inaugurada em dezembro de 2016.

O Grupo também atua na área geração solar distribuída e oferece serviços relacionados à energia, engenharia e integração de sistemas, atuando no desenvolvimento de sistemas de telecomunicação e segurança, iluminação pública e mobilidade urbana para cidades inteligentes, infraestruturas e a indústria de óleo e gás.
Contando com 3.000 colaboradores, a ENGIE teve no país em 2015 um faturamento de R$ 7 bilhões.

Sobre a ENGIE no mundo

A ENGIE desenvolve suas atividades (eletricidade, gás natural e serviços) em torno de um modelo baseado em crescimento sustentável a fim de enfrentar os grandes desafios da transição energética para uma economia de baixo carbono: acesso à energia renovável, atenuação e adaptação às mudanças climáticas, segurança de abastecimento e uso racional dos recursos naturais.

O Grupo fornece soluções altamente eficientes e inovadoras para pessoas, cidades e empresas através de fontes diversificadas de fornecimento de gás, produção de eletricidade flexível e com baixa emissão de CO2 e conhecimento técnico em quatro setores-chave: energias renováveis, eficiência energética, gás natural liquefeito e tecnologias digitais.

A ENGIE possui 154.950 funcionários em todo o mundo e obteve receitas de € 69,9 bilhões em 2015. Cotado nas bolsas de Bruxelas, Luxemburgo e Paris, o Grupo está representado nos principais índices internacionais: CAC 40, BEL 20, DJ Euro Stoxx 50, Euronext 100, FTSE Eurotop 100, MSCI Europe, DJSI World, DJSI Europe e Euronext Vigeo (Eurozone 120, Europe 120 e France 20).