sexta-feira , 22 de novembro de 2019
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Maioria dos jovens, 62%, acha que seus amigos utilizam a internet de forma arriscada (Foto: PEXELS).
Maioria dos jovens, 62%, acha que seus amigos utilizam a internet de forma arriscada (Foto: PEXELS).

UNICEF: 94% dos brasileiros acreditam que adolescentes correm risco de sofrer abuso sexual online

Em todo o mundo, oito a cada dez pessoas de 18 anos de idade acreditam que os jovens correm perigo de serem abusados sexualmente ou explorados online. No Brasil, essa proporção sobe de 80% para 94%. Mais da metade do público global nessa faixa etária – e 62% dos brasileiros – acha que seus amigos utilizam a internet de forma arriscada.

Os números são de um novo relatório — “Perigos e possibilidades: crescendo online” — do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O levantamento entrevistou mais de 10 mil indivíduos de 18 anos de 25 países, incluindo o Brasil.

Embora o documento revele que adolescentes parecem confiantes quanto à sua própria capacidade de se manterem seguros – 90% dos entrevistados afirmaram que conseguem evitar perigos online –, apenas 36% dos pesquisados acreditam fortemente poder identificar quando as pessoas que conhecem virtualmente estão mentindo sobre quem são.

A percentagem é significativa, principalmente porque cerca de seis a cada dez entre os jovens do relatório disseram que conhecer novas pessoas online é de alguma forma importante ou muito importante para eles.

A proporção é mais alta na África Subsaariana (79%) e no Brasil (72,5%). Já nos Estados Unidos e no Reino Unido, 63% informaram que não é muito importante ou nada importante conhecer novas pessoas online.

A pesquisa do UNICEF revela ainda que 80% dos entrevistados acreditam que sabem como lidar com usuários que fazem comentários indesejados ou pedidos online sobre sexo. No entanto, esse tipo de situação continua causando medo entre a maioria das jovens.

Mais de dois terços das meninas (67%) de todo o mundo concordam fortemente que ficariam preocupadas se recebessem comentários ou pedidos sexuais por meio da internet, em comparação a 47% dos meninos.

Quando ocorrem ameaças online, mais adolescentes procuram seus amigos (83%) do que pais (69%) ou professores (38%), mas menos da metade concorda fortemente em saber como ajudar um amigo enfrentando riscos virtuais.

No Brasil, os jovens expressaram ter mais confiança nos pais e em seus docentes: 83% disseram que contariam aos parentes e 46% a um professor.

Para contribuir com a prevenção da violência online, o UNICEF tem realizado uma campanha para divulgar informações juntos aos jovens e incentivar o uso seguro da internet. A iniciativa é parte do projeto Internet sem Vacilo — uma parceria da agência da ONU com o Google e a organização não governamental SaferNet.

O programa é uma das contribuições do UNICEF aos esforços da Aliança Global WePROTECT, dedicada a acabar com a exploração sexual online de crianças por meio de ações a nível nacional e internacional.

Com o apoio do organismo das Nações Unidas, a Aliança tem pedido aos Estados-membros que estabeleçam respostas coordenadas entre sistemas de justiça penal, setores que promovam o bem-estar infantil e a sociedade civil.

Acesse o relatório na íntegra aqui.

Fonte: ONU Brasil.