quinta-feira , 23 de maio de 2019
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Toque Esportivo: Dirigente qualificado.

Existem algumas vozes que consideram o suficiente ser ex-atleta para se qualificar e se transformar em treinador ou dirigente, e isso não funciona na prática. Ninguém nega a importância de um ex-atleta interessado em dirigir, porém é preciso se qualificar, do contrário a tendência e, a história confirma algumas experiências fracassadas. Hoje, por exemplo, é louvável o esforço daqueles que já estiveram na quadra e pensam em salvar o basquete brasileiro, suspenso de competições internacionais por má administração. No futebol, para exemplificar, o excelente jogador em sua época, Roberto Dinamite, fracassou em sua missão como dirigente, por acreditar que o simples fato haver jogado e, viver como ídolo do seu clube, seria o suficiente. Então, para o atleta que pensa um dia enveredar pelo caminho de comandar, seja como treinador ou diretor, busque a qualificação teórica e prática na nova função, só assim tereis maiores chances de sucesso.

A FALTA DE ESTRUTURA

Problema que afeta muitos clubes de futebol pelo Brasil, não é diferente no cenário do Rio Grande do Norte. Exemplo desta situação de falta de estrutura adequada para treinos e jogos, é vivenciada pelo treinador Athirson, no comando do Alecrim. Foi em um campo de várzea, em Natal, que ele começou a trabalhar o time para o Campeonato Estadual 2017.

Como ex-jogador, o então lateral esquerdo estava acostumado a treinar em campos em melhores condições, porém agora terá que se adaptar à realidade do futebol potiguar, o que é lamentável, mas essa é uma situação que se perpetua ao longo dos anos. Porém, só lembrando, cito que o Potiguar quando foi campeão estadual em 2004, chegou a treinar em campo de barro batido. Não é uma situação recomendável, mas serve de alento.

DESCASO

Todos querem falar de esporte, agora, poucos verdadeiramente se importam em quais condições estes são praticados. Vejam o caso de Mossoró, cidade que tem seu estádio de futebol fechado, agora vive a ameaça de interdição do seu principal Ginásio Poliesportivo. É o retrato do descaso e, a comprovação, da distância entre o discurso e a prática. Esporte, para quem pode investir entre nós, é gastar dinheiro público para a passagem rápida da Tocha Olímpica ou enfeitar a loja em período de Copa do Mundo. Um, interesse político e no outro, meramente comercial.

REPAROS

Enquanto na grande Natal estádios passam por pequenos reparos, Arena das Dunas, Barretão e Frasqueirão, esse sem acesso para ambulância, em Mossoró o Nogueirão segue fechado sem perspectivas de abertura. Louvo o esforço de alguns esportistas que tentam remendar a situação, porém sem uma solução definitiva, enquanto viver sob a tutela da avaliação do Corpo de Bombeiros, sem discutir aqui a existência ou não de exageros.

TENSÃO

Semana de tensão no ambiente do Vasco da Gama que parecia navegar em águas mansas quando conseguiu colocar 10 pontos de vantagem em cima do segundo colocado na Série B. Hoje, faltando uma rodada para terminar o Campeonato Brasileiro, vive a ameaça de não conseguir o acesso para disputar a Série A em 2017. Terá que vencer o Ceará, caso contrário, até com o empate, perde a vaga se o Náutico vencer. Tensão total.

VAQUEJADA

Mesmo já existindo uma lei no Ceará considerada inconstitucional pelo Superior Tribunal de Justiça, que considerava a vagueja uma modalidades esportiva, os deputados do Rio Grande do Norte resolveram navegar contra a corrente. Uma de suas comissões já aprovou o reconhecimento da vagueja como patrimônio cultural, um passo para seguir o mesmo caminho dos cearenses. A proposta agora será levada para discussão e votação em plenário.

CONTRATAÇÕES

Nos bastidores já se comenta sobre possíveis contratações de jogadores para compor os elencos de Potiguar e Baraúnas. No alvirrubro seus dirigentes preferem manter a discrição afirmando que não tem nada avançado no assunto, enquanto no Baraúnas nomes já foram citados, porém, o mais correto, vem trabalhando na busca de valores com no máximo 21 anos em cidades da região Oeste.

TREINADOR Tite alimenta o sonho dos jogadores dizendo que ainda fará observações.

ESSA é uma posição positiva, pois mantém o foco daqueles que jogam no Brasil.

ASSIM como os clubes precisam investir na base, a seleção deve olhar para os “nacionais”.

A porta não deve se fechar para quem joga fora do Brasil, mas os domésticos também merecem espaço.