sábado , 25 de novembro de 2017
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Thadeu Brandão – Ser Professor…

Descobri que lecionaria aos 13 anos, quando – com alguns amigos – brincamos de “dar aula”. Lecionava historia dos livros que devorava naquela época. No ensino médio, alguns professores de história (sempre ela), me estimulavam a explicar alguns conteúdos. Veio o movimento estudantil e com ele, debates e explicações. Sempre assim.
Na universidade pude abraçar minha vocação. Após a leitura de “Ciência como Vocação” de Max Weber, a certeza da dureza de uma profissão que, uma vez abraçada, traz a tônica da angústia como sua marca.
Leciono há 21 anos e no nível superior há 15 anos. Vivenciei alegrias e tristezas. Vivenciei o ostracismo e a preocupação. Vi alunos e alunas falarem comigo e me reconhecerem na rua. Vi muitos e muitos mais (a imensa maioria), a passar e não cumprimentar, como se nunca comigo tivessem passado.
Hoje, mais cínico e mais calejado, perdi todo o tesão em querer mudar alguma coisa. Trabalho porque é minha profissão. Um dia pode não mais sê-la. Faço minha parte e espero meu salário. Nada mais.
Agora entendo quando vários de meus mestres passaram a se dedicar à pesquisa, porque a docência em si, é catastroficamente destruidora. A leitura e pesquisa hoje é meu caminho e minha vocação.
Ainda ministro aulas, responsavelmente e, uma vez ou outra, encontro um olhar que brilha (não pela luz de um celular), mas porque ainda há esperança e entusiamo no saber.
No mais, sigo minha trilha. Um dia, quem sabe, abro um restaurante. Descobri que cozinheiros são mais reconhecidos que professores. Taí algo que deverei apreciar…

Aos colegas que lutam e ainda não perderam a alma, meus parabéns!!!

Thadeu Brandão.