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Zika – Jornal O Mossoroense https://www.omossoroense.com.br Jornal centenário de Mossoró. Órgão de notícias. Sun, 23 Feb 2020 11:30:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.6.17 Quase mil cidades podem ter surto de dengue, zika e chikungunya https://www.omossoroense.com.br/quase-mil-cidades-podem-ter-surto-de-dengue-zika-e-chikungunya/ Tue, 30 Apr 2019 17:16:05 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=51040 Novecentos e noventa e quatro municípios brasileiros apresentam alto índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e podem registrar surtos de dengue, zika e chikungunya.

O número, de acordo com informações do Ministério da Saúde, representa 20% das 5.214 cidades que realizaram algum tipo de estudo que classifica o risco do aumento de doenças causadas pelo vetor.

O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 revela que a incidência de casos de dengue no país entre janeiro e março subiu 339,9% em relação ao mesmo período de 2018.

Além da situação de risco, o estudo identificou 2.160 municípios em situação de alerta e 1.804 com índices considerados satisfatórios.

O ministério alertou hoje (30), em Brasília, para a necessidade de fortalecer ações de combate ao mosquito, mas avaliou que, mesmo com o aumento de casos de dengue, a taxa de incidência está dentro do esperado para o período e o país não está em situação de epidemia. O Ministério  da Saúde admite, entretanto, que podem haver epidemias localizadas de dengue em alguns municípios.

Capitais

Cinco capitais estão com índice de infestação considerado satisfatório: Boa Vista, João Pessoa, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Cuiabá está classificada como em risco e outras 16 capitais estão em alerta. São elas: Fortaleza, Porto Velho, Palmas, Salvador, Teresina, Recife, Belo Horizonte, Campo Grande, Vitória, São Luís, Belém, Macapá, Manaus, Maceió, Aracaju e Goiânia.

Natal, Porto Alegre e Curitiba realizaram levantamento por meio de metodologia diferente (armadilha), enquanto Florianópolis e Rio Branco não enviaram informações ao ministério sobre o índice de infestação ao governo federal.

Criadouros

O armazenamento de água no nível do solo (armazenamento doméstico), como em toneis e barris, foi o principal tipo de criadouro identificado no país, seguido por depósitos móveis, caracterizados por vasos e frascos com água, pratos e garrafas retornáveis. Por último, estão os depósitos encontrados em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção.

Dengue

Até 13 de abril de 2019, foram registrados 451.685 casos prováveis de dengue no Brasil contra 102.681 casos no ano passado. A incidência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, tem taxa de 216,6 casos para cada 100 mil habitantes. O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 186,3%, passando de 66 para 123 mortes.

Zika

Foram registrados ainda 3.085 casos de zika, com incidência de 1,5 caso para cada 100 mil habitantes. Em 2018, no mesmo período, foram identificados 3.001 casos prováveis da doença. Não há óbitos por zika contabilizados em 2019.

Chikungunya

Também houve 24.120 casos de chikungunya, com uma incidência de 11,6 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2018, foram 37.874 casos – uma redução de 36,3%. Em 2019, não foram confirmados óbitos por Chikungunya no país.
O levantamento

O LIRAa é classificado pelo Ministério da Saúde como um instrumento fundamental para o controle do vetor e de doenças transmitidas por ele. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante.

O objetivo do levantamento é permitir que os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito. A lista completa de cidades que participaram do estudo pode ser acessada aqui.

 

Agência Brasil

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Saiba como combater os criadouros do Aedes Aegypti em prédios https://www.omossoroense.com.br/saiba-como-combater-os-criadouros-do-aedes-aegypti-em-predios/ Mon, 19 Nov 2018 14:08:08 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=46613 O verão vem aí e junto com ele o período mais favorável para que o Aedes Egypti – o mosquito transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. E a maneira mais eficaz de combater essa ameaça é eliminar os lugares que ele se prolifera, chamados criadouros. Veja dicas de como encontrar os lugares onde as larvas costumam se alojar em prédios.

“Nós fazemos as recomendações para quem mora em prédios observar basicamente fosso de elevador, do lado do prédio tem todo aquele ralo que acumula água e a caixa d’água do prédio está devidamente lacrada. Feito essas 3 observações, dificilmente você tem comprovação de surto epidêmico nessas regiões”, afirma o coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária, Dengue, Zika e Chikungunya do Ministério da Saúde, Divino Valero.

É preciso eliminar os focos do mosquito em qualquer época do ano, principalmente no verão. O Governo Federal disponibiliza mais dicas de como combater o Aedes Egypti neste link: saúde.gov.br/combateaedes.

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Carro fumacê começa a circular por Mossoró https://www.omossoroense.com.br/carro-fumace-comeca-a-circular-por-mossoro/ Tue, 30 Oct 2018 12:57:57 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=46074 O carro fumacê começou a circular em Mossoró na segunda-feira, 29. A operação começou pelos bairros Rincão, Ilha de Santa Luzia, Alto de São Manoel, Bom Jesus, Costa e Silva, Santo Antônio, Centro, Nova Betânia, Santa Delmira, Dom Jaime Câmara e Aeroporto e deve continuar por toda a zona urbana ao longo dos próximos 20 dias.

O horário de atuação dos veículos será sempre partir das 4h30 da manhã e à tarde a partir das 17h. A Secretaria de Saúde orienta que os mossoroenses abram portas e janelas para melhor penetração do inseticida, visando combater os mosquitos transmissores da dengue, zika e chikungunya.

Ao todo, 10 carros fumacês vão circular simultaneamente, com o apoio de dois veículos, durante os 20 dias. A solicitação partiu da Secretaria de Saúde ao Governo do Estado devido ao aumento atípico de notificações de possíveis focos das arboviroses nos meses de agosto e setembro.

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Especialistas alertam para epidemias de Zika e Chikungunya no verão https://www.omossoroense.com.br/especialistas-alertam-para-epidemias-de-zika-e-chikungunya-no-verao/ Mon, 20 Aug 2018 17:05:35 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=44337 A poucos meses do início do verão, especialistas alertam que o Brasil pode voltar a sofrer com epidemias de Zika e Chikungunya. Apesar da redução da incidência de casos este ano, as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti podem voltar a ter força a partir de dezembro ou janeiro de 2019, quando já terá passado o período da primeira onda de surto em alguns estados.

O pesquisador colaborador da Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco Carlos Brito, disse que o país se dedicou mais nos últimos dois anos no estudo dos impactos do Zika, devido ao surto e a perplexidade causada pelos casos de microcefalia nos bebês. Ressaltou, no entanto, que mesmo assim o país continua despreparado para atender novos casos das arboviroses, principalmente de Chikungunya.

“Na verdade, deixou-se um pouco de lado a Chikungunya que, para mim, é a mais grave das arboviroses. E as pessoas geralmente nem têm ciência da gravidade, nem estão preparadas para conduzir a Chikungunya. É uma doença que na fase aguda não só leva a casos graves, inclusive fatais, mas deixa um contingente de pacientes crônicos, que estão padecendo há quase dois anos com dores, afastamento das atividades habituais de trabalho, lazer, vida social”, explicou Brito à Agência Brasil.

O pesquisador disse que a incidência das doenças vai variar de região para região. Aqueles estados onde muitas pessoas já foram infectadas no início do surto em 2016, como no Nordeste, poderão ficar imunes por mais um tempo. No entanto, muitos municípios ainda têm a probabilidade de enfrentar novos surtos, como o Rio de Janeiro, que recentemente registrou vários casos. (link1 )

“No Brasil tudo toma uma dimensão muito grande, porque é um país de dimensão continental. Então, não estamos preparados, nem os profissionais de saúde foram treinados, nem estamos tendo a dimensão da intensidade da doença, nem as instituições estão atentas para uma epidemia de grandes proporções em um estado como São Paulo, com 40 milhões de habitantes, ou no Rio de Janeiro, com 20 milhões de habitantes”, alertou Brito.

Redução

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na sexta-feira (17), de janeiro até 28 de julho deste ano foram registrados 63.395 casos prováveis de febre Chikungunya. O resultado é menos da metade do número de casos reportados no mesmo período do ano passado, de 173.450. Em 2016, foram 278 mil casos.

Mais da metade, 61% dos casos reportados neste ano, estão concentrados na Região Sudeste. Em seguida, aparece o Centro-Oeste (21%), o Nordeste (13%), Norte (7%) e Sul (0,35%).

Nos primeiros sete meses de 2018, foram confirmadas 16 mortes por Chikungunya. No mesmo período do ano passado, 183 pessoas morreram pela arbovirose. A redução no número de óbitos foi de 91,2%. Já para o Zika, em todo o país foram registrados 6.371 casos prováveis e duas mortes até o fim de julho. No ano passado, o vírus tinha infectado mais de 15 mil pessoas no mesmo período. A maior incidência de Zika este ano também está no Sudeste (39%), seguida da Região Nordeste (26%).

Ameaça

Saneamento Básico
Saneamento básico é apontado como solução para evitar surtos de doenças causadas por arboviroses (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Apesar da redução da incidência, o pesquisador Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, professor do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, também alerta que, depois do período de seca em que há baixa circulação dos vírus, essas arboviroses podem voltar a qualquer momento, assim como já ocorreu com a dengue e com a febre amarela.

“Não estamos tendo uma epidemia. Estamos tendo casos esporádicos. Mas ainda é um problema que pode voltar, sim. As arboviroses são assim mesmo, dengue, Zika. Todas elas têm momentos em que desaparecem, depois voltam. O vírus está aí, está no Brasil, e ainda é uma ameaça. Ele pode voltar agora, inclusive, neste verão. O risco está aí”, disse à Agência Brasil.

Figueiredo disse que permanece o desafio de diagnosticar com precisão o Zika em tempo de prevenir suas consequências. Apesar dos avanços nas pesquisas nos últimos anos, ainda não foi desenvolvida uma forma de detecção rápida do vírus Zika que possa ser disponibilizada em todo o país, disse o pesquisador.

“A dificuldade continua. A gente descobriu algumas coisas que podem ajudar o diagnóstico, mas o problema não está resolvido ainda. O mais eficaz é você encontrar o vírus, isolar é mais complicado. Ou você encontrar o genoma do vírus ou alguma proteína do vírus na fase aguda seria muito útil, aí você pode detectar na mulher, se estiver grávida inclusive”, explicou.

Os pesquisadores apontam que o ideal para prevenir o impacto de novos surtos seria desenvolver uma vacina. Contudo, eles lamentam que essa solução ainda está longe de ser concretizada. Enquanto isso, o foco ainda está no controle do mosquito transmissor dos vírus. “As pessoas devem ficar atentas e controlar o vetor nas suas casas e, assim, evitar a transmissão. É a única [solução] que nós temos nesse momento”, disse Figueiredo.

O pesquisador Carlos Brito defende que o Estado deve investir em melhorias de qualidade de vida da população e em infraestrutura de saneamento para controlar as epidemias causadas pelas arboviroses.

Controle permanente

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que a destinação de recursos para controle do mosquito vetor e outras ações de vigilância são permanentes e passaram de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,93 bilhão em 2017. Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 1,9 bilhão.

Além da mobilização nacional para combater o mosquito, a pasta ressaltou que, desde novembro de 2015, quando foi declarado o estado de emergência por causa do Zika, foram destinados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias.

 

Agência Brasil

 

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Mais de 90% dos municípios do RN apresentam alto índice de infestação por Aedes Aegypti https://www.omossoroense.com.br/mais-de-90-dos-municipios-do-rn-apresentam-alto-indice-de-infestacao-por-aedes-aegypti/ Tue, 22 May 2018 14:58:02 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=41866 Um boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) nesta terça-feira, 22, revelou uma situação preocupante: 90,54% dos municípios do Rio Grande do Norte, o que representa 151 cidades, apresentam índice de infestação predial pelo Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, classificado como de alerta ou risco. Os dados são referentes à semana epidemiológica nº 17, com informações coletadas até 28 de abril.

“Apesar da queda do número de casos, em comparação com anos anteriores, ainda temos no RN alto índice de municípios com infestação predial, o que necessita um olhar mais atento das Prefeituras para o controle vetorial”, explicou a subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap, Maria Lima.

Como forma de prevenir o aumento de casos de dengue, zika e chikungunya, a Sesap realizou operações com carro fumacê em 16 municípios do estado: Campo Redondo (janeiro); Jucurutu, Natal, São Gonçalo do Amarante e Mossoró (Fevereiro); Natal, Currais Novos, Passa e Fica e Bodó (março); João Câmara, Mossoró, São Vicente e Natal (abril); Campo Redondo, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio dos Ventos, Bom Jesus, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Natal, São José de Mipibu, Pureza, Santo Antônio (Maio).

Dengue

Desde o início de 2018 foram notificados 7.332 casos suspeitos de dengue, com 2.278 casos confirmados, o que representa 31,07% do total de casos. Em 2017, no mesmo período, o número de casos suspeitos era 4.092, sendo 707 confirmados.

Chikungunya

Neste ano de 2018 foram notificados 805 casos suspeitos e confirmados 52 para chikungunya. Já em 2017, no mesmo período, foram notificados 792 casos suspeitos e confirmados 239 casos.

Zika

Em 2018 foram notificados 143 casos suspeitos de zika, com 19 confirmados. Em 2017, o número de casos suspeitos era de 231 casos, sendo apenas três confirmados.

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Pesquisa indica que vírus Zika cura tumor avançado no sistema nervoso https://www.omossoroense.com.br/pesquisa-indica-que-virus-zika-cura-tumor-avancado-no-sistema-nervoso/ Fri, 27 Apr 2018 13:21:03 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=40983 O vírus Zika pode ser usado como ferramenta no tratamento de tumores humanos agressivos do sistema nervoso central. É o que revelou um estudo brasileiro publicado nesta quinta-feira (26) na revista Cancer Research, importante publicação científica da área oncológica.

O estudo foi feito pela primeira vez em um modelo vivo. Após injetar pequenas quantidades do vírus Zika no encéfalo de camundongos com estágio avançado de tumores, os cientistas observaram uma redução significativa da massa tumoral e aumento da sobrevida dos animais. Em alguns casos, houve a eliminação completa do tumor e até mesmo de metástases na medula espinal.

“Estamos muito animados com a possibilidade de testar o tratamento em pacientes humanos e já estamos conversando com oncologistas. Também submetemos uma patente com o protocolo terapêutico adotado em roedores”, contou a professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) Mayana Zatz. Ela também é coordenadora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), um centro de pesquisa, inovação e difusão (Cepid) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Mayana coordenou a investigação ao lado do professor do IB-USP e membro do CEGH-CEL Oswaldo Keith Okamoto. Colaboraram pesquisadores do Instituto Butantan, do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Nossos resultados sugerem que o Zika possui uma afinidade ainda maior pelas células tumorais do sistema nervoso central do que pelas células-tronco neurais sadias [principais alvos do vírus no cérebro de fetos expostos durante a gestação]. E, ao infectar a célula tumoral, ele a destrói rapidamente”, disse Okamoto.

Em seu laboratório no IB-USP, o pesquisador tem se dedicado nos últimos anos a estudar um grupo de genes que, quando expressos em tumores malignos, conferem às células tumorais propriedades semelhantes às de células-tronco, tornando-as mais agressivas e resistentes ao tratamento.

Segundo Okamoto, essas células tumorais com características de células-tronco já foram observadas em diversos tipos de tumores sólidos, inclusive aqueles que afetam o sistema nervoso central. Dados da literatura científica sugerem que elas ajudam o câncer a se disseminar pelo organismo e a restaurar o crescimento tumoral após a quase eliminação da doença por tratamentos de quimioterapia e radioterapia.

“Nossos estudos e de outros grupos mostraram que o vírus Zika causa microcefalia porque infecta e destrói as células-tronco neurais do feto, impedindo que novos neurônios sejam formados. Foi então que tivemos a ideia de investigar se o vírus também atacaria as células-tronco tumorais do sistema nervoso central”, disse Okamoto.

De acordo com o professor, os resultados sugerem que vários tipos de tumores agressivos do sistema nervoso central poderiam ser tratados com algum tipo de abordagem envolvendo o Zika, no futuro. “Antes, porém, precisamos investigar melhor quais tipos de tumores respondem a esse efeito oncolítico [que destroi as células cancerosas], quais os benefícios do tratamento e quais os efeitos colaterais da exposição ao patógeno”, disse Okamoto.

Células sadias

O trabalho agora publicado teve como foco os chamados tumores embrionários do sistema nervoso central. Foram usadas nos experimentos três linhagens tumorais humanas: duas de meduloblastoma e outra de tumor teratoide rabdoide atípico (TTRA).

Como explicou Okamoto, ambos os tipos de câncer são causados por aberrações, genéticas ou epigenéticas, que acometem as células-tronco e progenitores neurais durante o desenvolvimento embrionário, quando o sistema nervoso está em formação.

“As células-tronco neurais que sofrem essas alterações dão origem, mais tarde, às células tumorais. Formam tumores agressivos, de rápido crescimento, que podem se manifestar logo após o nascimento ou até a adolescência”, disse o pesquisador.

Outros tumores

Em uma primeira etapa da pesquisa, o grupo testou in vitro se o Zika era capaz de infectar essas três linhagens de tumores do sistema nervoso central e também células de outros tipos frequentes de câncer, como mama, próstata e colorretal.

Foi feito um estudo de escalonamento de dose, ou seja, quantidades crescentes do vírus foram adicionadas às células tumorais em cultura até encontrar a quantidade capaz de promover a infecção. Por microscopia de imunofluorescência, os pesquisadores puderam confirmar se o vírus tinha de fato invadido e começado a se replicar no interior da célula tumoral.

“Observamos que pequenas quantidades do Zika eram suficientes para infectar as células de tumores do sistema nervoso central. As de próstata chegaram a ser infectadas, mas em uma proporção muito menor. Por outro lado, mesmo uma grande dose viral não causou infecção nas células de câncer de mama e de tumor colorretal”, disse Okamoto.

Preferência do vírus

O segundo experimento consistiu em comparar a capacidade do vírus de infectar células-tronco neurais sadias, obtidas a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, na sigla em inglês, células adultas reprogramadas em laboratório para se comportarem como células-tronco) e células-tronco tumorais do sistema nervoso central.

“Infectamos ambos os tipos celulares in vitro e vimos que as células-tronco tumorais são ainda mais suscetíveis a serem destruídas pelo Zika do que as células-tronco neurais sadias. Nesse mesmo ensaio, expusemos neurônios maduros ao vírus – diferenciados a partir das células-tronco neurais humanas – e vimos que eles não foram infectados ou destruídos pelo vírus”, disse o pesquisador.

“Esta é uma ótima notícia, uma vez que nosso objetivo é destruir especificamente células tumorais”, afirmou Mayana. Como explicou a pesquisadora, as células-tronco neurais usadas no experimento foram obtidas durante um estudo anterior do grupo, feito com pares de gêmeos discordantes, ou seja, casos em que apenas um dos irmãos foi afetado pelo vírus, embora ambos tenham sido expostos igualmente durante a gestação.

A linhagem de tumor teratoide rabdoide atípico foi, segundo Okamoto, a que se mostrou mais sensível à infecção. “Fizemos uma extensa análise do perfil genético e molecular dessas linhagens, que incluiu sequenciamento completo do exoma [parte do genoma onde estão os genes que codificam proteínas], análise de expressão gênica global e de alterações cromossômicas. Chegamos à conclusão que essa linhagem tumoral mais sensível ao vírus também foi a que mais se assemelhou às características moleculares das células-tronco neurais sadias”, disse o cientista.

Dados preliminares do grupo sugerem que o Zika também é capaz de infectar e destruir outros tipos de células tumorais do sistema nervoso central, entre elas glioblastoma e ependimoma.

Ensaio com camundongos

Na terceira e última etapa da pesquisa, foram feitos ensaios com camundongos imunossuprimidos, nos quais foram injetadas células tumorais humanas – tanto de meduloblastoma quanto do tumor teratoide rabdoide atípico, em diferentes grupos.

Nesse modelo de estudo, o tumor é induzido em uma região do encéfalo conhecida como ventrículo lateral. De lá, ele se espalha para outras regiões do sistema nervoso central e, em seguida, ao longo da medula espinal – repetindo casos avançados da doença humana.

Depois que o tumor estava instalado, uma parte dos animais recebeu – na mesma região do encéfalo – uma injeção com pequena dose de Zika. “No grupo tratado, observamos uma redução significativa do volume tumoral. Em alguns casos, o tumor foi eliminado totalmente, até mesmo as metástases que haviam se formado na medula espinal”, disse Okamoto.

O maior aumento da sobrevida foi observado entre os animais com tumor teratoide rabdoide atípico. Enquanto o grupo não tratado sobreviveu por até 30 dias, a sobrevida dos que receberam o Zika nesse grupo foi de até 80 dias.

“Os animais acabaram morrendo mesmo quando o tumor foi totalmente eliminado – em decorrência das complicações da doença em estágio avançado. É possível que a sobrevida se torne ainda maior caso o tratamento seja feito em um estágio mais precoce. É algo que precisamos investigar”, disse Okamoto.

Letalidade do vírus

Os pesquisadores também injetaram o vírus em um grupo de roedores imunossuprimidos que não teve o câncer induzido. Nesse caso, o vírus ficou mais tempo circulando pelo organismo e os animais morreram em apenas duas semanas em decorrência da infecção viral.

“O animal imunossuprimido é muito sensível a qualquer patógeno, mas tivemos de recorrer a esse modelo porque é o único em que as células tumorais humanas são capazes de se proliferar”, explicou Okamoto.

Ao investigar por que o vírus foi mais letal nos animais sem câncer do que nos doentes, o grupo descobriu que as partículas virais geradas quando o Zika infecta as células tumorais são menos virulentas, ou seja, têm menor capacidade de infectar novas células do que as partículas geradas em células sadias.

Paralelamente ao desenvolvimento da parte teórica em laboratório, afirmou Mayana, o grupo pretende avançar até a fase de ensaios clínicos em humanos. “São tumores para os quais hoje há poucas opções terapêuticas. A ideia seria começar com dois ou três pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais e, se a estratégia funcionar, estender para um grupo maior”, disse.

Para Mayana, o fato de milhares de brasileiros já terem sido infectados pelo Zika durante a epidemia de 2015 indica que o procedimento é suficientemente seguro. “Cerca de 80% dos infectados nem sequer apresentam sintomas. Os outros 20%, em sua maioria, manifestam sintomas leves, muito menos agressivos que os da dengue ou que os efeitos adversos da quimioterapia”, disse.

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Fundação desenvolve método capaz de detectar anticorpos específicos do vírus Zika https://www.omossoroense.com.br/fundacao-desenvolve-metodo-capaz-de-detectar-anticorpos-especificos-do-virus-zika/ Fri, 09 Mar 2018 17:17:39 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=39442 A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) desenvolveu um teste capaz de detectar anticorpos específicos do vírus Zika em amostras de soro sanguíneo e baixo risco de reação cruzada com microorganismos parentes do Zika.

A ideia é colocar esse teste no rol dos exames de pré-natal, para que as gestantes que não tenham sido infectadas possam se prevenir usando repelente e evitando viajar para áreas de risco. O teste deve chegar ao mercado ainda neste ano.

“O teste sorológico para detecção de anticorpos do tipo IgG (imunoglobulina G), que são aqueles que permanecem no organismo durante muitos anos após a infecção, está em fase final de desenvolvimento”, disse a oordenadora do projeto, Danielle Bruna Leal de Oliveira,  pesquisadora do Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e coordenadora do projeto.

Segundo a Fapesp, desde que foi criada a Rede de Pesquisa sobre Zika Vírus em São Paulo (Rede Zika), em 2016, esse tipo de método diagnóstico tem sido apontado como uma das prioridades na área.

Os cientistas dizem que o método é essencial para responder a várias questões estratégicas para qualquer plano de ação contra a doença, especificando com mais precisão os casos, a porcentagem de gestantes no grupo de infectados e quantas mulheres correm o risco de ter filhos com problemas neurológicos decorrentes da infecção congênita.

Segundo Danielle, os exames para diagnóstico existentes atualmente só funcionam na fase aguda de infecção ou apenas detectam anticorpos contra o Zika com baixa especificidade.

“Os testes sorológicos hoje no mercado têm especificidade entre 69% e 75%, ou seja, há pelo menos 25% de chance de o resultado ser falso positivo caso o paciente já tenha sido infectado pelo vírus da dengue no passado. Já o nosso teste tem especificidade de 93% para o Zika.”

De acordo com a pesquisadora, uma das dificuldades para detecção do vírus é a de que a proteína usada no exame é muito parecida com a existente na dengue e na febre amarela, entre outras. “Para resolver esse problema, nós usamos uma versão editada da proteína, ou seja, foi selecionado apenas o trecho da molécula que é mais específico para o Zika.”

Como as amostras são expostas ao vírus da dengue para extrair todas as amostras de anticorpos dessa doença, o resultado demora cerca de três horas para sair. No método mais simples, o prazo era de duas horas e 20 minutos.

“Mas estamos trabalhando para baixar esse tempo. A meta é que seja ainda menor que o do método padrão, pois o objetivo é usar na triagem de pacientes em hospitais”, disse Danielle.

Outra vantagem do método é o baixo custo, que deve ser em torno de R$ 10 a R$ 12 por paciente. De acordo com Danielle, no ano passado, o foco do estudo foi na detecção do IgG e neste ano a pesquisa deve ser direcionada para uma ferramenta que detecte também o IgM (imunoglobulina M), que permanece no organismo por até quatro meses após o término da infecção pelo Zika.

Agência Brasil

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Testes indicam que vacina contra zika pode prevenir a transmissão na gravidez https://www.omossoroense.com.br/testes-indicam-que-vacina-contra-zika-pode-prevenir-a-transmissao-na-gravidez/ Fri, 22 Sep 2017 20:03:40 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=33190 A vacina contra zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) apresentou resultado positivo nos testes em camundongos e macacos. A aplicação de uma única dose da vacina preveniu a transmissão da doença nos animais e, durante a gestação, o contágio dos filhotes.

“É um dos mais avançados estudos para a oferta de uma futura vacina contra a doença para proteger mulheres e crianças da microcefalia e outras alterações neurológicas causadas pelo vírus”, informou o Ministério da Saúde.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 22, pela revista Nature Communications, segundo a pasta.

Os testes pré-clínicos foram realizados simultaneamente no Instituto Nacional de Saúde (NIH), Universidade do Texas e Universidade Washington, dos Estados Unidos, todos parceiros da pesquisa.

Os testes obtiveram sucesso em seu objetivo, que é impedir que o vírus zika cause microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central tanto nos camundongos quanto nos macacos. Já os testes em humanos devem ser realizados, a partir de 2019, na Fiocruz/Biomanginhos, no Rio de Janeiro.

Do grupo controle que não tomou a vacina, as fêmeas de camundongos tiveram aborto por conta da transmissão do vírus zika ou seus filhotes nasceram com microcefalia e outras alterações neurológicas.

Esterilidade em machos

Além dos testes em fêmeas, foram feitos testes em camundongos machos. Um dos achados científicos inéditos é que o vírus Zika pode ser capaz de causar esterilidade. A infecção nos animais reduziu consideravelmente a quantidade de espermatozoides, a mobilidade deles (ficaram praticamente imóveis) e o tamanho dos testículos (atrofia). Esses testes não foram realizados nos macacos.

No entanto, segundo o ministério, não é possível afirmar que o efeito também se aplique aos seres humanos e são necessários mais estudos para entender a dimensão deste problema. Os testes da vacina, entretanto, também tiveram sucesso na proteção dos camundongos machos.

A pesquisa ainda não chegou a testar a capacidade dos animais de engravidarem fêmeas após os danos constatados nos testículos, por isso, ainda não é possível apontar o impacto de esterilização nesses animais.

“O que se sabe é que há uma grande quantidade de vírus na excreção do esperma, que significa que o vírus tem bastante capacidade de se replicar, causando a destruição das células que resulta em diminuição dos testículos e, consequentemente, a esterilidade”, disse o diretor do IEC, Pedro Vasconcelos, em nota.

A parceria entre o IEC e os institutos norte-americanos para a pesquisa foi firmada em fevereiro de 2016, a partir de acordo internacional para o desenvolvimento de vacina contra o vírus Zika.

O Ministério da Saúde vai destinar um total de R$ 7 milhões até 2021 para o desenvolvimento e produção da vacina. O imunobiológico em desenvolvimento utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado de apenas uma dose, capaz de estimular o sistema imunológico e proteger o organismo da infecção.

Agência Brasil. 

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Casos de dengue no RN caíram 90,26% no RN em comparação com o ano passado https://www.omossoroense.com.br/casos-de-dengue-no-rn-cairam-9026-no-rn-em-comparacao-com-o-ano-passado/ Mon, 21 Aug 2017 15:19:48 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=31918 De acordo com o mais recente boletim sobre a situação epidemiológica das arboviroses – dengue, chikungunya e zika vírus – divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), os casos confirmados de dengue no RN caíram 90,26% este ano em relação ao mesmo período de 2016. Até o 22 de julho de 2017, foram notificados 5.472 casos suspeitos de dengue no Rio Grande do Norte, sendo 947 confirmados. Em 2016, no mesmo período, foram notificados 60.751 casos suspeitos, sendo 9.600 confirmados.

Dos confirmados em 2017, 935 são para dengue, nove para dengue com sinais de alarme e apenas três para dengue grave. Já no ano passado foram 9.505 casos de dengue, 72 para dengue com sinais de alarme e 23 como dengue grave.

Chikungunya

No ano de 2017, foram notificados 1.294 casos suspeitos e confirmados 161 casos. No ano de 2016, da semana epidemiológica 01 a 29 foram notificados 25.828 casos de chikungunya no RN, sendo confirmados 7.766 casos.

Zika vírus

Este ano, foram notificados 216 casos suspeitos, com nenhum caso confirmado. Em 2016, foram notificados 5.686 casos suspeitos de zika vírus, dos quais foram confirmados 201.

“Não temos óbitos confirmados por arboviroses, no ano de 2017. Temos 24 óbitos notificados ainda em processo de investigação”, destacou Maria Lima Alves, subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap.

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Gestantes no RN vão receber repelentes a partir deste mês https://www.omossoroense.com.br/gestantes-no-rn-vao-receber-repelentes-a-partir-deste-mes/ Fri, 03 Mar 2017 14:06:50 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=25281 As mulheres grávidas cadastradas no Programa Bolsa Família em todo o Rio Grande do Norte vão começar este mês a receber os repelentes adquiridos pelo Ministério da Saúde como forma de prevenção às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Cada grávida receberá dois frascos/mês de 200 ml. O repelente oferece 10 horas de proteção após aplicado sobre a pele.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que o Ministério da Saúde deve destinar um total de 345.180 frascos ao Rio Grande do Norte. Esse quantitativo será dividido em sete parcelas até o mês de outubro. A primeira parcela será distribuída neste mês de março e no primeiro lote serão entregues 21.570 frascos.

A Sesap será responsável pela distribuição às regionais de Saúde que, por sua vez, redistribuirão os repelentes aos municípios. Segundo o Ministério da Saúde, cada município receberá uma cota de acordo com o número de mulheres grávidas cadastradas no Programa Bolsa Família.

“Os municípios terão autonomia para definir o fluxo de distribuição desses repelentes. Cada um irá definir sua melhor estratégia para entrega”, informou a subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap, Maria Lima.

O Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes para reforçar a proteção contra o mosquito Aedes aegypti, em especial às gestantes, pela associação do zika vírus com a microcefalia em bebês. A medida, no entanto, não deve ser a única maneira de evitar a transmissão da doença.

É importante que as gestantes adotem ainda medidas simples que possam evitar o contato com o Aedes, como se proteger da exposição de mosquitos, manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida.

Além disso, também é necessário estabelecer uma rotina para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Quinze minutos de vistoria são suficientes para manter o ambiente limpo. Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem ser os vilões e servir de criadouros para as larvas do mosquito.

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