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reminiscência – Jornal O Mossoroense https://www.omossoroense.com.br Jornal centenário de Mossoró. Órgão de notícias. Sun, 23 Feb 2020 11:30:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.6.17 GOVERNO DE PAZ: SOUZA – Wilson Bezerra https://www.omossoroense.com.br/governo-de-paz-souza-wilson-bezerra/ Tue, 11 Feb 2020 13:53:10 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=58466 Esse era o lema registrado em sua gestão à frente do governo do Rio Grande do Norte. A história registra a passagem de quem dela fez parte, isto é, de uma forma ou de outra deixou suas pegadas em qualquer feito que o tornara visível no registro de fatos, na maioria notáveis.

Revendo os acontecimentos registrados e pesquisando nomes que fizeram nossa história política, nos deparamos com uma figura de significativa importância, que, mesmo tendo governado o Estado, era homem simples, reservado em suas ações, conhecido de todos como o solteirão excêntrico, que pouco saía de casa, a não ser para sua caminhada pela Praça Pedro Velho, quando muito, aos seus arredores, tamanha era sua reserva à sociedade.

O ex-governador Antônio José de Melo e Souza, que chegou a completar o quatriênio do governador Tavares de Lyra, no exercício de 1907-1908, terminando esse período foi Antônio de Souza nomeado ministro da Justiça e posteriormente ocupou a vaga no Senado, ocorrida com a morte de Pedro Velho.

Homem dotado de boas qualidades morais, o que talvez tenha sido um dos motivos pelo qual muito valorizou o escotismo, por abrigar essa organização jovem que preferencialmente defendia os princípios morais e respeitáveis das instituições, a começar pela família. No seu governo não permitiu atraso do pagamento ao funcionalismo. Criou a Escola Normal de Mossoró, que viria a formar pedagogos, a Escola de Farmácia, por ele fundada, chegou a formar apenas dois alunos, que, segundo dados apurados na documentação do arquivo Raibrito, foram os alunos Álvaro Torres Navarro e José de Almeida Filho.

Em sua homenagem a biblioteca da Escola Normal recebeu seu nome, em reconhecimento a sua distinta qualidade. Seu governo foi denominado de PAZ, pela segurança na sua administração.

 

 

 

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INSTITUTO DE MAMA – PIONEIRO MOSSOROENSE – Wilson Bezerra https://www.omossoroense.com.br/instituto-de-mama-pioneiro-mossoroense-wilson-bezerra/ Sun, 12 Jan 2020 11:00:08 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=57517 Presto um depoimento pessoal. Assisti de perto os primeiros passos do Instituto de Mama criado em Mossoró, fruto de um ideal do persistente médico José Francisco Vieira, o qual deu testemunho de sua pretensa ideia e enfrentou os primeiros passos na busca de um ideal por ele atingido, ao enfrentar a campanha de prevenção ao Câncer de Mama, a grande demanda no momento em que o tema atingia a sociedade mossoroense.

É notório porque a história registra e o arquivo Raibrito  conserva e atesta sua veracidade, a realização de exames preventivos iniciados em 1996, com grande  procura nos exames mamográficos, através dos quais deveria ser detectada a existência de tumores malignos ou não.

O doutor José Francisco Vieira, arquiteto da ideia de descobrir o câncer de mama, tornou-se o legítimo defensor da justa causa em defesa do câncer nas mulheres, registra o fato histórico desde 1996, data consignada como sendo os instantes iniciais dessa campanha.

A batalha verdadeira dessa empreitada se deu quando ainda o Instituto de Mama funcionava na Rua Benicio Filho, bairro Ilha Santa Luzia, quando ali o médico responsável pela clínica prestava atendimento beneficente pela Fundação Dr. José Vieira.

Um detalhe que merece ser analisado quanto ao aspecto beneficente praticado pela Fundação Dr. Vieira era o deslocamento para lugares adjacentes da cidade, comunidades carentes, para prestar trabalho filantrópico com vistas a atender mulheres carentes na zona rural de Mossoró, atendimento prestado com toda maestria.

Um fato por demais relevante a se comentar é a questão irreversível da ideia do medico José Vieira que prosperou, tornou-se não só uma  peleja necessária que fez prosperar anos a fio, até os dias atuais, funcionando dentro de evidentes parâmetros determinados pela Saúde Publica com suas movas instalações, novos equipamentos, à  Rua Juvenal Lamartine, centro da cidade.

Uma ideia é a manifestação do pensamento e este, tomado conscientemente, se transforma em evidente realização motivada pela dedicação e empreendedorismo com que se investiu o médico José Francisco Vieira por todos esses anos.

 

 

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JOSÉ MARIA GONÇALVES GUERRA – Wilson Bezerra https://www.omossoroense.com.br/jose-maria-goncalves-guerra-wilson-bezerra/ Sun, 08 Dec 2019 11:30:16 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=56882 É fato notório que o homem produz acontecimentos extraídos do próprio relacionamento em sociedade que formaliza fatos à história.

Queremos dizer que o prefeito Dix-sept Rosado, isto pelo ano de 1948, como já o sabemos, induzido pelo seu irmão Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, o mais novo dos irmãos, fundou a Biblioteca Municipal de Mossoró e deu forte colaboração à fundação do também Museu Municipal, os quais viriam a ser um desafio à cultura popular de Mossoró.

A ideia do prefeito era conceder oportunidade de acesso à leitura a todas as pessoas, pobres e ricas, isto porque antigamente era a leitura um privilégio de poucos. Os mais abastados tinham oportunidade de pesquisar em livros.

Logo de imediato, após a fundação da biblioteca, era necessária a participação de pessoas para trabalhar na sua organização, e essa foi uma das dificuldades enfrentadas pela municipalidade, até que a convocação feita entre pessoas da cidade conseguiu ordenar um maior contingente à participação para a execução da tarefa organizacional.

Entre os meios de advindos preliminares, até surgir o inesperado momento de aparecer alguém que nem estava sendo esperado, nem convidado, e que vindo de outra região, ao que parece de Pernambuco, surgiu um cidadão, mesmo de profissão relojoeiro, apaixonou-se pela vivencia com o estudo cultural, se dispondo a fazer um estudo do patrimônio da cidade, dos efeitos e relevâncias do Rio Mossoró para a pescaria como meio de sobrevivência até que se destinou a participar da organização da biblioteca recém-fundada e, segundo consta, deu forte contribuição à cultura mossoroense através da biblioteca.

A figura do relojoeiro José Maria Gonçalves Guerra na história de Mossoró, especialmente na organização da Biblioteca Pública Municipal, foi de significativa importância e está consignado como evidente participação no crescimento cultural da cidade, segundo consta nos arquivos.

De maneia surpreendente como chegou José Maria para prestar voluntariamente serviços à Biblioteca Publica Municipal, também desapareceu do convívio da cidade sem deixar qualquer rastro de vida.

Nos conformamos em saber que a vida é cheia de mistérios que nem sabemos explicar.

 

Agência Brasil

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Alvamar Furtado De Mendonça – Wilson Bezerra https://www.omossoroense.com.br/alvamar-furtado-de-mendonca-wilson-bezerra/ Mon, 02 Dec 2019 12:20:10 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=56707 Você há de me perguntar por que falar sobre Alvamar Furtado, que nem de Mossoró é?

– Por uma questão muito simples e fácil de entender.

– A cultura, o conhecimento, o saber, nada disso tem limites, não existem fronteiras, em qualquer época da história. Pode ser vista e revista ao ponto de reacender um passado que, mesmo mergulhado na escuridão do tempo, remove montanhas do conhecimento e nos traz luzes.

Sempre é assim, a história é feita por etapas na vida humana, aqui, ali, acolá em qualquer  parte e condições nos deparamos com fatores pertinentes ao desenvolvimento artístico, literário e cultural de um povo ou gente.

Em terras mossoroenses, revendo um passado mesmo distante e consultando o arquivo Raibrito, nos lembramos de um José Otávio, José Martins de Vasconcelos, mesmo vindos de outras plagas, mesmo assim contribuíram para o desenvolvimento não só artístico, mas intelectual na região e que nos legaram profundo saber.

– Afinal qual a relação com professor Alvamar Furtado lá em Natal?

– Justamente pelo fato de que me deparei com um artigo do escritor e jornalista Moacir de Góis na velha imprensa do Estado, no qual ele tecia ponderações sobre Alvamar Furtado, exatamente numa época muito delicada da politica brasileira.

As forças militares tomaram o poder, prenderam os suspeitos revoltosos. Moacir de Góis foi um destes e o seu fiel amigo Alvamar Furtado ficou sempre ao seu lado tentando defendê-lo, inclusive dando o necessário apoio quando do exilio do mesmo, enfatizando apoio para manter unida a sua família.

Alvamar Furtado, uma figura generosa, fiel, amiga, humana, segundo o Moacir, uma figura que viajava de história para a magistratura, conduzindo o emblema da paz e da concórdia.

Depois de uma longa existência de relevantes serviços prestados à cultura do Rio Grande do Norte, Alvamar, nascido em 13.04.1915, falecido em 18.04.2002,  recebeu  as homenagens que lhes foram prestadas em palavra, como assim se expressou o velho amigo Moacir.

De Moacir de Góis a Alvamar Furtado, apos sua morte: “A única coisa que possa fazer em seu favor é desejar uma eternidade de paz espiritual”.

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DEHUEL VIEIRA – PARTE DE NOSSA HISTÓRI – Wilson Brezerra https://www.omossoroense.com.br/dehuel-vieira-parte-de-nossa-histori-wilson-brezerra/ Mon, 14 Oct 2019 16:07:24 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=55561 Revendo mais um capítulo de nossa história antiga, percorrendo as trilhas do arquivo de Raibrito, nos deparamos com um artigo escrito pelo jornalista Rafael Negreiros, no qual ele muito bem descreve uma figura que por muito tempo militou entre os mossoroenses.

Pois num dado momento o escriba Rafael fez menção a Dehuel, o que nos estimulou a também dedicar alguns instantes de recordações sobre essa figura que com ele convivemos por muitos tempos em Mossoró, a começar pela Casa do Estudante, quando ele, vindo de Alexandria, aqui chegou e aportou na companhia de mais dois irmãos, Demétrius e Diomedis, sob a orientação de seu Sebastião Vieira, na época proprietário de uma sorveteria na cidade.

Durou pouco tempo para Dehuel e seus irmãos travarem amizade com os patrícios, justamente pela capacidade que os mesmos tinham de fazer amigos. Os dois irmãos enveredaram em atividades profissionais diferentes, Dehuel tomou a iniciativa de explorar o comércio, se tornou um bem-sucedido empresário no ramo de Óleo de Oiticica, competindo no ramo com uma fábrica, a exemplo de outras existentes na cidade, com os concorrentes Raimundo José de Carvalho, Antônio Ferreira Néo, Aderaldo Félix Bezerra, Joaquim Duarte Ferreira, os quais, na época, eram produtores do Óleo Oiticica com exploração suficiente para abastecer não só o mercado interno, como exportá-lo para várias regiões.

Dehuel Vieira Diniz, com absoluta segurança, foi uma dessas figuras de excelentes qualidades, como estudante, bom companheiro de escola, por onde passou deixou suas marcas de caráter e dignidade que serviram de espelho às demais pessoas. Foi um homem que serviu de modelo para uma sociedade justa e perfeita. Ao seu tempo, honrou a todos quantos com ele conviveu.

Homem caridoso, quem o procurasse em busca de solidariedade ele jamais faltaria ao pedido. Aquilo parece o enaltecer. Fazia da solidariedade um porto de ancoragem aos seus princípios morais, às suas boas intenções. Tão bem dirigia suas empresas como as entidades por onde ele passou, como presidente do Rotary Clube, onde deu testemunho em todos os momentos de sua postura como cidadão respeitável.

Foi assim como o conheci e convivi durante muitos anos.

 

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PADRE SÁTIRO: O VELHO EDUCADOR – Wilson Bezerra de Moura https://www.omossoroense.com.br/padre-satiro-o-velho-educador-wilson-bezerra-de-moura/ Sun, 06 Oct 2019 11:30:32 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=55281 O que me chamou a atenção foi a firmeza da notícia publicada na Gazeta do Oeste em sua edição de 08.12.2004. O entusiasmo tomou conta da reportagem ao afirmar que nessa precisa data o padre Sátiro estava completando cinquenta anos de ordenação sacerdotal.

Coroava toda notícia sobre o fato a razão de ser um trajeto de muitos anos em evidente participação numa vida clerical, mas não só isso, o maior de todo o entusiasmo estava no fato de que esse sacerdote não só cumpriu a obrigação religiosa como dedicou toda uma existência à vida educacional da cidade. Tornou-se uma figura ímpar no ensino desde o primeiro grau até a universidade.

Tanto assim que se fez reitor da Universidade Regional do Rio Grande do Norte, hoje UERN, lutou incessantemente pelo seu reconhecimento junto aos poderes públicos, em especial o estadual, o qual, movido por tanta pressão baixou, a Lei 5.546, de 08 de janeiro de 1987, pela mão do então governador Cortez Pereira, que estabeleceu ser, daí por diante, a universidade de Mossoró reconhecida pelo Estado do Rio Grande do Norte.

Amante incondicional do Colégio Diocesano Santa Luzia, ali entrando pelos idos de 1956, o padre Sátiro passou a dedicar eficiente trabalho em defesa de seu credenciamento como colégio com ensino de excelente qualidade, talvez para manter a tradicional história desde quando começou em 1901, pelas mãos de excelentes sacerdotes, entre estes o cônego Amâncio Ramalho.

O espírito inquieto do padre Sátiro o obrigou a novos desafios com lançamentos em favor da educação e da assistência social, criando a Fundação Sócio Educativa do Rio Grande do Norte (FUNSERN), que relevantes serviços vem prestando à coletividade educacional, política e social em toda área de Mossoró e regiões adjacentes em todo o estado do Rio Grande do Norte, com a Fundação Santa Clara, com sua eficiente comunicação expondo o propósito a que se alvitra .

Os primeiros momentos sacerdotais do padre Sátiro Cavalcante Dantas, desde sua ordenação sacerdotal em Roma, em 08 de dezembro de 1954, foram coroados de êxito. Naturalmente cumprindo promessa sentimental, celebra a primeira missa em sua terra natal, Pau dos Ferros, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, perante seus familiares, daí por diante iniciando uma nobre tarefa na comunhão espiritual da Igreja, com devida maestria na dedicação ao ensino, não só no Colégio Diocesano, mas em todas as entidades educacionais de Mossoró.

O Padre Sátiro dedicou toda sua existência aos ensinos religiosos e educacionais no solo que o adotou como filho, Mossoró.

 

 

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TERRA NORDESTINA COM VESTÍGIO DE JUDEUS -Wilson Bezerra https://www.omossoroense.com.br/terra-nordestina-com-vestigio-de-judeus-wilson-bezerra/ Tue, 27 Aug 2019 19:54:15 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=54253 Na região do extremo Oeste de Venha Ver, a precisamente 214 quilômetros da cidade Mossoró, numa pesquisa feita pelo jornalista Willian Robson, foi constatado, com evidente prova de costumes populares, que os elementos dali são remanescentes de judeus, segundo dados promovidos pelo rabino Jacques Cukier Korn.

É que essa tradicional gente do lugar de Venha Ver usa certos costumes tradicionais daquele povo judeu, notadamente quanto ao estilo de casamento, que após a sagração matrimonial os nubentes passam, no mínimo, quatro dias separados. Depois da realização da cerimônia, cada um segue para sua casa, só havendo reencontro quatro dias depois.

Os mortos, por exemplo, é um tipo de tradição que vem dos antepassados judeus, eram enterrados com vestes brancas e em cada casa afixada uma cruz para afastar certos presságios.

É notória a tese defendida pelo rabino Jacques Cukiern Korn de que existe forte incidência de judeus na região do Rio Grande do Norte, especialmente no município de Venha Ver, no alto oeste. Os estudos comprovam a ascendência judaica, muito embora nunca tenha esta se preocupada com os sentimentos originários dos judaicos, porque acreditam que, se tivesse interesse, já havia proporcionado condições a pesquisadores para fazerem abalizados estudos sobre a matéria.

Os estudos são feitos esporadicamente por interessados da imprensa em trazer um assunto palpitante para a história. A professora Gorete Filgueira, que foi nossa aluna na UERN no curso de história, casada com o professor Marcos Filgueira, que sempre foi um estudioso da raça judaica, teve umas pesquisas e algumas delas justificaram a escrita de livro na época publicado pela Fundação Vingt-un Rosado.

Muito ajudou esse estudo a trazer fatos relevantes da raça judaica e seus efeitos na história do Rio Grande do Norte. Dados extraídos do arquivo Raibrito.

 

 

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BARRAGEM DE SANTA CRUZ – UM SONHO REALIZADO – Wilson Bezerra https://www.omossoroense.com.br/barragem-de-santa-cruz-um-sonho-realizado-wilson-bezerra/ Mon, 15 Jul 2019 15:00:32 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=53150 É bom quando se, tiver oportunidade, por determinação do destino, fazer relato sobre o que se passou e o que deixou de benefício ao presente, bem assim dados biográficos que enaltecem esse passado e sublima o presente.

Porque a história dos reservatórios de água, para atender a eterna escassez de sempre em nossa região, foi um sonho de velhas gerações sofridas, exemplo do saudoso Jerônimo Rosado, pai da tradicional família desta terra de Santa Luzia.

Segundo o velho Rosado, seu sonho era a construção de barragens. E sempre dizia: “Se eu não a construir, um filho meu construirá”. Até que um tempo depois a Barragem de Umari concretizou seu sonho, embora pelas mãos dos filhos e outros mais cidadãos. Um sonho tornado realidade em parceria com outras realizações, a exemplo da Barragem de Santa Cruz que trouxe efetiva e real contribuição para amenizar o trágico problema não só do Vale do Apodi, mas em grande parte da região deste Estado, atendendo uma população de uma área de calculadamente dez mil hectares.

A década de noventa foi privilegiada em realizar o sonho do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, um projeto elaborado nos idos de 1920, só agora, nessa década de noventa, sendo iniciada a execução da obra com apoio e outras investidas por consequência de não execução de compromissos entre os governantes, federal, estadual, municipal, cujo montante estimado em aproximadamente 141 milhões.

Foi uma obra de grande magnitude, pois além de beneficiar uma extensa área do Estado, trouxe melhoria na irrigação no Vale do Apodi e fornecimento de água em várias cidades do Estado.

Forte documentação existe escrita pelo saudoso Vingt-un Rosado, que, da tribuna da Fundação, defendia a construção dessa barragem, ao lado do falecido Vingt Rosado, que, mesmo antes de morrer, deixou seu pedido aos sucessores políticos da região para tê-la como meta principal, que complementaria o antigo sonho de seu pai, Jerônimo Rosado.

 

Agência Brasil

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DISCURSO DO PROF. JOÃO BATISTA C. RODRIGUES – CENTENÁRIO DO CDSL – Wilson Bezerra de Moura https://www.omossoroense.com.br/discurso-do-prof-joao-batista-c-rodrigues-centenario-do-cdsl-wilson-bezerra-de-moura/ Sun, 23 Jun 2019 11:30:48 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=52480 No mesmo instante em que passamos a página seguinte da história, nos deparamos com várias lembranças. A primeira, da figura do inesquecível intelectual professor e fundador da UERN, João Batista Cascudo Rodrigues, o filho de dona Ozelita e do comerciante grande figura Adolfo Rodrigues.

Ao mesmo tempo nos lembramos do professor Vingt-un Rosado com seu tradicional acervo editorial de quantas obras infindas que o fez se notabilizar, começando com a Coleção Bibliográfica na década de 40, prosseguindo com a Coleção Mossoroense, até a Fundação Vingt-un Rosado, que o acompanhou durante décadas, até sua morte, produzindo do incomensurável acervo bibliográfico transposto por esse país afora.

Enfim, à época Secretário de Cultura do Município de Mossoró, o professor Antônio Gonzaga Chimbinho traçou o perfil do professor João B. C. Rodrigues para ser palestrante no Centenário do Colégio Diocesano Santa Luzia 1901 – 2001, que o fez com toda maestria, deixando perplexa a assistência que dominou a quadra o colégio em 02 de março de 2001, quando e onde se deu o evento.

Discorreu o professor Cascudo o trajeto biográfico do colégio onde por ele passaram significativas personagens da vida política, social e econômica do Rio Grande do Norte, além de destacados professores que contribuíram para o conhecimento intelectual e literário.

As palavras iniciais do Professor João Batista foram de eminente conhecimento histórico ao afirmar:

– A reinvenção do passado pertence à escrita da história.

Concluiu a parte vestibular de sua fala dizendo:

– É um repositório do tempo e da vida e as variações da literatura, vertente do poder de criatividade dos homens e mulheres.

Suma verdade para quem reconhece a verdadeira sublimidade de um passado que venceu o tempo com suas luzes do conhecimento. Essa é nosso autêntico reconhecimento dos fatos.

Dou Fé.

 

 

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Alcides Dias Fernandes – Comerciante Bem Sucedido – Wilson Bezerra https://www.omossoroense.com.br/alcides-dias-fernandes-comerciante-bem-sucedido-wilson-bezerra/ Sun, 12 May 2019 11:30:25 +0000 http://www.omossoroense.com.br/?p=51332 Os antigos cuidam e se lembram dos antigos e os tornam presentes na memória da nova geração. O professor e saudoso Raimundo Nonato da Silva, esse sempre foi um sábio estudioso das velhas gerações, segundo o próprio Raibrito sempre dizia e de onde extraímos essas informações.

E mais, de seus artigos na imprensa mossoroense, ele lembra a figura do comerciante Alcides Dias Fernandes, o pau-ferrense, um militante no comércio de Mossoró, um homem de alta visão comercial, com mentalidade voltada ao docente do ensino, em especial o comercial, embora tenha sido ele o autor do ensino econômico superior, prosperado por ocasião da fundação da Universidade de Mossoró, hoje UERN, isso um pouco antes do professor João Batista Cascudo se destinar a fundar a universidade mossoroense.

O que motivou o comerciante Alcides Dias Fernandes ter a ideia de criar uma Escola Técnica em Mossoró foi a dificuldade que os comerciantes tinham com os profissionais do comércio, os contadores, em dar assistência ao comércio, com a escrituração contábil. Chegava o momento em que o comerciante de Mossoró procurava contador para escriturar suas atividades comerciais trazendo de Fortaleza ou  até mesmo do Recife profissionais da área.

No ano de 1936, segundo dados de Raibrito, querendo suprir essa necessidade, resolve Alcides Dias Fernandes criar a Escola Técnica de Comércio União Caixeiral, que viria com o tempo formar eficientes contadores que não só serviriam ao comercio local, mas aos demais estabelecimentos e áreas afins.

Nessa empreitada de suprir a demanda no ramo, convocou para ajudá-lo o acadêmico de Direito Thier Diniz Rocha, que, por ser seu amigo, comungava do mesmo ideal de ver prosperar a profissionalização do homem com vista a estimular o desenvolvimento da cidade.

Aliás, o acadêmico Thier Rocha foi companheiro de República do comerciante Alcides Dias, ambos de outras cidades, uniram-se no mesmo ideal de trabalhar em favor da terra que os abrigava, lutaram pelo ensino da Economia em Mossoró, considerado o pioneirismo do Curso Técnico Comercial que durante décadas relevantes serviços prestou aos mossoroenses.

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