terça-feira , 21 de agosto de 2018
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O Ministério da Saúde alerta que, nas regiões fora da Amazônia, apesar das poucas notificações, a malária não pode ser negligenciada, já que se observa uma letalidade ainda mais elevada.
O Ministério da Saúde alerta que, nas regiões fora da Amazônia, apesar das poucas notificações, a malária não pode ser negligenciada, já que se observa uma letalidade ainda mais elevada.

Surto de malária no Espírito Santo; saiba mais sobre a doença

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. No Brasil, a maioria dos casos concentra-se na região amazônica, em estados como Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Desde a semana passada, entretanto, o Espírito Santo passou a ser motivo de preocupação – o estado já registra mais de 100 casos da doença, incluindo um óbito.

O Ministério da Saúde alerta que, nas regiões fora da Amazônia, apesar das poucas notificações, a malária não pode ser negligenciada, já que se observa uma letalidade ainda mais elevada. De fato, todos os 112 casos de malária confirmados em território capixaba são da forma mais grave da doença, como explicou o médico e referência técnica da Vigilância Epidemiológica do Espírito Santo, Adeniton Cruzeiro.Até o momento, o município de Vila Pavão concentra 92 casos e Barra de São Francisco, 20 casos.

Em entrevista à Agência Brasil, o especialista lembrou que, em locais onde a doença não é endêmica, os sintomas podem ser facilmente confundidos com os de arboviroses como dengue, zika e chikungunya e que é importante que profissionais de saúde e a população estejam atentos aos primeiros sinais de infecção por malária – incluindo febre, mal-estar, náusea e calafrios. A cura é possível se o paciente for tratado em tempo oportuno e de forma adequada, mas o quadro pode evoluir para complicações e até mesmo óbito.

 

Agência Brasil