quinta-feira , 19 de outubro de 2017
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Sulla Mino – Carnaval

Sulla MinoCarnaval

Esta festa popular de grande agitação pública, caracterizada por dança, música, e diversão e não pode faltar o tapa-sexo, a tanga, serpentina e camisinha, é o famoso Carnaval ou simplesmente Folia.

Neste grande evento podemos pular e agitar, verbos obrigatórios ao corpo para engrenarmos o ano bem, assim pensa a humanidade. O Carnaval é regido pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. Este período era marcado pelo “adeus à carne” dando origem ao termo “carnaval”.

A palavra é relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão “carnis valles”. Durante o período desta festa havia uma grande concentração de festejos populares, cada cidade brincava a seu modo, com seus costumes.

O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas.

Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque. O carnaval do Rio de Janeiro está no Guinness Book como o maior carnaval do mundo.

Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo. Esta grande festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma.

Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados “gordos”, em especial a terça-feira “Terça-feira gorda”, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras.

O carnaval na antiguidade era marcado por festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres, prolongava-se por sete dias nas ruas, praças e casas da Antiga Roma.

Todas as atividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius Princeps).

No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e carros alegóricos. O tempo passa, as festas se fundem e percebemos estas mudanças nas grandes escolas que desfilam e nos encantam com suas obras incríveis e a arte do maravilhoso samba no pé.

Este período festivo é realmente convidativo, os bailes, desfiles carnavalescos, e toda a adaptação de trajes e personalidades diferentes do habitual, tudo faz parte de nós, povo de festa no sangue, de axé. E por que falar em Carnaval? Sabe o que realmente lembro neste período?

Ele já é tão comum, com  fatos abusivos, provocantes e constrangedores. Pessoa que bebem demais, que roubam, estupram, aquela que não compareceu a festa por causa da chuva, da enchente, engarrafamento, do fio do trio elétrico que se partiu. As pessoas são atropeladas por jovens sem brio ao volante…Políticos que se engraçam no samba, com seus bolsos abarrotados e além de outros blá blá blás acontecem por aí.

Este é o Brasil, milhões são gastos para se concluir esta imensa festa e por aí nossos desabrigados, nossa gente que perdeu tudo e tentam construir novamente a vida. As ruas sujas e esburacadas continuam, a mortalidade infantil, os miseráveis e os catadores no lixão. E vamos seguindo, nos preparando para a grande festa…

O Carnaval passa ligeiro, esta abundância de coisas ruins, drogados nas ruas, prostituição, o seu vizinho que mal fala com você e que te convidou para uma “gelada” na festinha no quintal na quarta de cinzas, estas horrendas lembranças ficam e outras que não valem a pena lembrar, não hoje, ainda estou farta da mediocridade do povo, que por uns dias de folga no calendário das suas obrigações, se entorpecem absurdamente por coisas banais.

Não consegui me animar com o ilustre Carnaval, não com este formato atual. Até quando comemoraremos com festa? Os blocos e grandes escolas passam, vamos pensar nas coisas que estão acontecendo em nossa volta, o mundo está em total destruição, de vários níveis, tipos lugares, tiremos o véu purpurinado e coloquemos as luvas nas mãos, precisamos de um “novo enredo”, vamos a obra! Não quero sambar.