domingo , 22 de setembro de 2019
Home / Destaques / Riqueza necessária – Francinaldo Rafael

Riqueza necessária – Francinaldo Rafael

Certo grupo discutia a respeito de locais onde seus membros deveriam ou não frequentar. Acreditavam que em virtude do seu patamar social, não seria recomendável ir àqueles onde mais humildes também pudessem usufruir. Poderiam se contaminar pelos maus hábitos.

Quem dera essa narrativa inicial fosse fantasia. Lamentavelmente é realidade nos dias atuais, onde o preconceito ainda tem guarida no íntimo de muitas pessoas que se acham superiores aos semelhantes pelos mais diversos motivos.

A riqueza necessária a ser acumulada, conforme recomendou Jesus, é o tesouro no céu, não como algo em lugar circunscrito. São valores íntimos geradores de estados de paz na consciência, sensação de plenitude.

O Espírito Emmanuel (através da psicografia de Chico Xavier) nos lembra que é sempre passageira a galeria de toda evidência carnal. E reforça: “Beleza física, poder temporário, propriedade passageira e fortuna amoedada podem ser simples atributo da máscara humana, que o tempo transforma, infatigável. Amealhemos bondade e cultura, compreensão e simpatia”.

A criatura humana só possui de seu, apenas aquilo que pode levar deste mundo. Do que adquiriu na transitoriedade carnal  é apenas usuário. Sua real propriedade é a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais.

Ao chegar ao mundo dos Espíritos não será perguntado a nenhum de nós quanto tínhamos na Terra, qual posto ocupávamos, quais títulos nos foram concedidos… A consciência nos interrogará a respeito da soma de nossas virtudes, qual a destinação dada aos bens materiais por nós administrados…

Recordando o fato inicialmente citado, cabe a reflexão: quem disse que apenas pessoas mais pobres são grosseiras, tem maus hábitos, cometem delitos?

Portanto, com base nos ensinos do Mestre, Emmanuel nos recomenda para que cresçamos na virtude e incorporemos a verdadeira sabedoria, porque mais cedo ou mais tarde, sem exceção, seremos visitados pela morte que a todos nivela: pobres ou ricos, independente de raça ou de cor, status social ou qualquer coisa assim.