terça-feira , 19 de novembro de 2019
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REGRESSO DE CASCUDO DE MONTEVIDÉU – Wilson Bezerra

Vejamos com a maior sinceridade como a história é construída. Da força do próprio povo extraímos a soberania do conhecimento popular. É este mesmo povo que a constrói.

O folclorista norte-rio-grandense foi um testemunho evidente de comportamento incansável, voltado aos caracteres que formalizaram uma história que ultrapassou o tempo, atinge a geração de todas as estações e pela singularidade dos fatos vai além de todas as épocas.

O renomado escritor, pesquisador e folcloristas Luiz da Câmara Cascudo, para conseguir impor seriedade aos estudos folcloristas, teve que firmar pacto com outras nações do continente. Firmou convênio, através dos embaixadores brasileiros, com outras nações e atingiu seu verdadeiro propósito, que era trazer realidade histórica de outras nações e confrontá-la com os seus, formando, dessa maneira, visão ampla de um conhecimento humano, confrontando-os com outras civilizações. Foi isso que o notabilizou na ordenação de fatos relevantes à historia. Numa dessas investidas ele retorna de Montevidéu eivado de novos conhecimentos sobre a matéria, é recebido em Natal sob forte esquema de homenagens, onde intelectuais como Nestor dos Santos Lima, presidente do Instituto Histórico e Geográfico, José Adelino Dantas, Antônio Pinto de Medeiros, entre outros que marcaram época em nossa história, os receberam com efusivo entusiasmo.

Distintos intelectuais estiveram presentes e que usaram da palavra para prestigiar o acontecimento, assim como Manoel Rodrigues de Melo, além dos cônsules do Chile, dos Estados Unidos e Portugal abrilhantaram os acontecimentos festivos. Foi assim um momento que marcou com glória o ano de 1947, até porque se fizeram presentes 26 Instituições culturais destes países e outras associações do movimento cultural folclorista.

Antes do evento o escritor e folclorista Câmara Cascudo concedeu entrevista ao jornalista Walter Wanderley, onde passou a descrever principais momentos sobre sua viagem a Montevidéu, até o caso do avião que o conduziu ter partido com sua mala onde estava a papelada da conferência que ia fazer. Usou do improviso para suprir o momento.