Este tema pautou um encontro realizado na sede do escritório regional do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), na cidade do Assú. O encontro reuniu representantes dos escritórios locais subordinados à unidade regional.
"Nossa vinda a Assú está dentro de uma programação que percorrerá 10 regiões do Estado e se propõe a rediscutir o programa Banco de Sementes de modo a que esta ação seja executada dentro da sua proposta original", declarou o assessor técnico da Sape/RN, agrônomo Luís Soares.
Ele revela que o investimento realizado pelo Governo no programa chega a R$ 3,5 milhões. Porém, conforme atestado pela Secretaria, o problema é que as sementes que são anualmente doadas aos produtores rurais para o plantio, não estão sendo posteriormente ressarcidas.
O kit distribuído anualmente pela Sape corresponde a cinco quilos de sementes selecionadas de feijão, cinco de milho e três quilos de sorgo.
Em alguns casos há também a distribuição de sementes de algodão. Além disso, o Banco de Sementes possui toda uma estrutura de balança para pesagem e silos para armazenamento dos grãos.
Governo quer aprimorar sistema de contrapartida
Só na área de jurisdição do escritório regional da Emater em Assú o programa alcança uma população rural estimada em sete mil pequenos produtores.
"É a primeira região do Estado em termos de abrangência deste público de produtores", acrescentou Luís Soares. Ele percebeu que há uma dificuldade dos beneficiários de compreender que a metodologia do programa é similar a o de um banco convencional.
"Quando a pessoa procura um banco para conseguir um empréstimo, ela tem que pagar este financiamento depois. Nosso programa é do mesmo jeito", disse.
Ou seja, segundo Luís Soares, o produtor precisa ter a consciência de que, a semente que ele recebeu do Estado para plantar, deve ser restituída depois que ele conseguir sua produção, para que o Banco de Sementes tenha autonomia.
DÉFICIT
O técnico da Sape observou que, sem esta contrapartida dos produtores contemplados com as sementes, há todo um comprometimento dos Bancos de Sementes em termos operacionais.
"O banco é uma unidade que quer de volta (as sementes)", ilustrou. Ele contou que na maioria dos casos o órgão estadual constatou que o inverno foi normal e o cultivo não sofreu consequências. Mas, mesmo assim, o retorno do produto doado aos Bancos de Sementes foi irrisório.
"Os bancos estão 'zerados'. Ele emprestou cinco quilos (de cada tipo de semente) e pelo menos não recebeu os mesmos cinco quilos", salientou. "O banco precisa ter esta autonomia para, em casos de frustração da safra, os produtores possam recorrer a eles", concluiu.





















