quarta-feira , 26 de setembro de 2018
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Professores da UERN decidem continuar em greve
Docentes estão recebendo salários com atrasos desde janeiro de 2016.

Professores da UERN decidem continuar em greve

Em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (23), os professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) DECIDIRAM pela continuidade do movimento grevista iniciado no dia 10 de novembro de 2017. A votação aconteceu na sede da associação dos Docentes da UERN (ADUERN).

A categoria avaliou que não há como encerrar a greve sem uma proposta para os atrasos salariais e a falta de um calendário de pagamento. Até o momento, a universidade é o único segmento que ainda não iniciou um processo de negociação junto ao Governo, que já apresentou propostas para outras categorias.

Na próxima segunda-feira (26), às 11h, a ADUERN participa de nova audiência com o Governo do Estado. A presidenta da associação, Rivânia Moura, destacou que o Governo precisa apresentar uma proposta que resolva o impasse com a UERN. De acordo com  ela, não basta apresentar soluções momentâneas ou parciais para um problema, que é de extrema gravidade e vem precarizando as condições de vida dos trabalhadores.

“Não é qualquer proposta vinda do Governo que vamos aceitar. Queremos que o Governo se manifeste e resolva estes atrasos que vem minando as condições de vida dos trabalhadores e trabalhadoras da UERN. Hoje tivemos uma unanimidade: a greve não pode acabar enquanto não tivermos ao menos a certeza de quando iremos receber salários. Temos disposição para resistir e lutar, pelos nossos direitos e nossa dignidade”, destacou Rivânia.

A diretoria da ADUERN também avaliou  que é fundamental que sejam realizadas novas mobilizações na Assembleia Legislativa para garantir a permanência dos aposentados  na folha de pagamento da UERN, uma vez que o Governador vetou a emenda que previa a manutenção dos inativos na folha.

“Consideramos a importância de nossos aposentados e da história de vida dedicadas a UERN que eles têm. Somos uma só categoria e, portanto, essa situação afeta todos os professores e professoras”  afirmou a presidenta da ADUERN

Os servidores da universidade, assim como boa parte do funcionalismo público estadual, vêm amargurando atrasos salariais desde Janeiro de 2016. Desde então as categorias convivem com a insegurança e a falta de um calendário de pagamento que respeite os trabalhadores do estado. Hoje a grande maioria dos docentes da UERN aguarda pelos salários referentes aos meses de Janeiro, fevereiro e o 13º salário de 2017.