A "Operação Sal Grosso" fez estragos com dois partidos: o DEM e o PMDB. Apenas dois políticos das duas siglas foram condenados na sentença prolatada pelo juiz da Terceira Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes Júnior, na última quinta-feira.
Dos nove condenados, cinco são filiados ao PMDB e outros quatro ao DEM.
Isso não significa afirmar que na época em que as irregularidades aconteceram todos os políticos condenados estavam nessas legendas.
Eram filiados ao DEM em 2007, Júnior Escóssia, Gilvanda Peixoto e Manoel Bezerra de Maria. A eles se juntou no ano passado o ex-vereador sargento Osnildo. Ele veio para o partido após chegar a ser anunciado como filiado do PMDB. Até o ano passado, Osnildo era do PSL, legenda que se esfacelou em Mossoró.
O PMDB é campeão quando o assunto recepção de braços abertos a condenados da "Operação Sal Grosso". Eram da legenda em 2007, Izabel Montenegro e Daniel Gomes. Juntaram-se a eles os ex-vereadores Benjamim Machado e Aluízio Feitosa, além do vereador Claudionor dos Santos, líder do governo na Câmara Municipal.
Este último ainda chegou a responder processo de cassação por infidelidade partidária movida pela Procuradoria Regional Eleitoral, mas acabou absolvido por perdas de prazos.
Os dois partidos são os principais da base de sustentação da prefeita Fafá Rosado na Câmara Municipal. Atualmente o PMDB tem três vereadores e o DEM cinco.
As duas legendas serão as principais do arco de alianças governista nas eleições de outubro. A tendência é que o DEM indique o candidato a prefeito e o PMDB o vice.
Além disso, os dois partidos são os mais importantes da base da governadora Rosalba Ciarlini em nível estadual.




















