A prefeita Fafá Rosado (DEM) adotou uma sutil mudança no discurso quando o assunto é a possibilidade de renunciar para permitir que a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) possa ser candidata a prefeito de Mossoró.
Se antes ela descartava a possibilidade de forma peremptória, depois das últimas conversas que manteve com a governadora Rosalba Ciarlini e com ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, ela passou a tratar o assunto de forma mais cautelosa. Nada de declarações contundentes.
Foi assim ontem antes da inauguração das novas instalações da Unidade Básica de Saúde do conjunto Liberdade I. Ao ser questionada sobre o assunto, a chefe do Executivo municipal preferiu desconversar: "Sobre esse assunto nós já discutimos, e vocês sabem minha opinião. Nós estamos aqui para entregar benefícios à população".
Antes a prefeita fazia questão de salientar que nunca conversara sobre o tema renúncia com a governadora. Agora ao ser questionada se o assunto esteve na pauta dos últimos encontros, ela voltou a tergiversar: "Sempre estou conversando com a nossa governadora Rosalba Ciarlini, e todos os assuntos que dizem respeito à administração nós conversamos e também falamos sobre política e vamos continuar falando sobre política".
Em nova pergunta, desta vez sobre os aspectos que ela pode levar em conta para renunciar, Fafá deixou escapar que a possibilidade é real. "Em relação a esse assunto, nós já conversamos, já discutimos, mas eu posso até dizer o que é que a prefeita quer para a sua sucessora: que seja uma pessoa comprometida com a prefeita atual, com as causas mais importantes", concluiu.
A prefeita elogiou a atuação de Ruth Ciarlini como vice-prefeita e deputada estadual. Sobre a possibilidade de a irmã de Rosalba poder ser a candidata, Fafá ignorou a dependência de seu afastamento do poder para colocar a decisão nas mãos dos eleitores: "Não sou eu quem vai decidir. É o povo".
O que disse Fafá ontem
O Mossoroense: Aumentaram os rumores de que a senhora pode renunciar. A senhora vai abrir caminho para Ruth Ciarlini ser candidata?
Fafá Rosado: Sobre esse assunto nós já discutimos, e vocês sabem minha opinião. Nós estamos aqui para entregar benefícios à população.
OM: A senhora manteve conversas com a governadora Rosalba Ciarlini. Houve algum pedido para que a senhora renunciasse?
FR: Sempre estou conversando com a nossa governadora Rosalba Ciarlini, e todos os assuntos que dizem respeito à administração nós conversamos e também falamos sobre política e vamos continuar falando sobre política.
OM: Mas a renúncia é possível?
FR: Eu já falei sobre esse assunto.
OM: O que será levado em consideração para a senhora tomar a decisão de renunciar ou não?
FR: Em relação a esse assunto nós já conversamos, já discutimos, mas eu posso até dizer o que é que a prefeita quer para a sua sucessora: que seja uma pessoa comprometida com a prefeita atual, com as causas mais importantes. Como Mossoró desenvolveu muito nesses dois mandatos, eu quero que a próxima prefeita ou prefeito seja uma pessoa que tenha responsabilidade, compromisso e não vá atrás de coisas pequenas, mas de coisas grandes.
OM: Ruth se encaixa nesse perfil?
FR: Tem muitas qualidades. Ruth é minha companheira como vice-prefeita, tem contribuído bastante e também como deputada estadual foi uma boa representante da nossa cidade.
OM: Ela pode ser a candidata do grupo?
FR: Não sou eu quem vai decidir. É o povo.
O que disse Fafá ao O Mossoroense na edição de 25 de dezembro
OM: Como a senhora vê essas divergências entre os advogados Erick Pereira e Paulo de Tarso Fernandes quanto à elegibilidade de Ruth Ciarlini?
FR: É um caso complexo. Vi as opiniões de Erick Pereira e de Paulo de Tarso Fernandes. Através do mundo jurídico, vai ser... orientado, mas que... para chegar às conclusões... o meu posicionamento enquanto prefeita de Mossoró é como sempre eu tenho dito: vou continuar trabalhando até o último dia da minha administração. Estou procurando trabalhar cada vez mais e no último ano vou trabalhar como se fosse o primeiro.
OM: Concretamente, já houve alguma conversa nesse sentido da renúncia?
FR: Não. Nunca esse assunto foi conversado. A gente sempre conversa sobre assuntos administrativos. Até algumas vezes falamos sobre política, mas esse assunto nunca foi tratado nem pelo ex-deputado Carlos Augusto, nem pela nossa governadora Rosalba Ciarlini.
OM: Partindo do ponto de vista da consolidação da aliança da senhora com a governadora. Se a renúncia for apresentada como vital para a aliança e para manter o DEM no poder, como a senhora agiria?
FR: Nós não podemos dar uma opinião nesse sentido porque é algo que não aconteceu e a gente não pode nem pensar. A gente só pode pensar quando a coisa acontece. Como não aconteceu, o meu desejo é trabalhar.
OM: E Ruth Ciarlini, que depende da renúncia da senhora para ser candidata. A senhora vê nela um bom nome?
FR: Como tem aí uma dificuldade que é para Ruth assumir eu tenha que renunciar... mas posso fazer uma avaliação da pessoa de Ruth Ciarlini e política. Ela já teve dois mandatos de deputada estadual e esteve muito bem no Legislativo e como minha companheira. Ela tem conhecimento de todos os problemas de nossa cidade e é um grande nome.
Bruno Barreto
Editor de Política





















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