Segundo informações do TJ, Carlos Alberto não havia sido encontrado na terça-feira (31), quando a operação foi deflagrada, e era considerado foragido. No momento da apresentação, o empresário chegou, junto com seu advogado de defesa, por volta das 9h, na sede da Deicot, onde foi ouvido pelo delegado.
Em entrevista à imprensa, o delegado Marcos Dayan disse que durante o depoimento Carlos Alberto revelou que o seu papel no esquema era de "laranja". Ele afirmou que tinha uma conta bancária que servia de passagem, onde o dinheiro era depositado e ele entregava para George Leal, marido da ex-chefe do setor de precatórios do TJ/RN, Carla Ubarana Leal, que foi apontada pelas investigações como a mentora das fraudes. Carlos Alberto disse que por sua conta circulou cerca de R$ 4 milhões. Ele foi encaminhado ao Itep para exame de corpo e delito e em seguida levado para o Presídio Provisório Raimundo Nonato, na Zona Norte de Natal.
Ainda de acordo com o delegado, George Leal prestou depoimento na terça-feira e se reservou ao direito de permanecer em silêncio. Ele disse que só falaria em juízo. A sua esposa, Carla Ubarana, ainda não prestou depoimento. Ela está internada na Casa de Saúde São Lucas.


















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