domingo , 25 de junho de 2017
Home / Universo / Poesias / Poesias

Poesias

Poder
Ângela Rezende
Mossoró/RN

Com a ponta dos dedos no mar calmo
Desenho seu nome colado ao meu
Pinto o mar com o que mais sonho
ser assim tão meu

O mar é meu
O mundo é meu

E até a lua que me ilumina
Cores e pedras prateadas
O tilintar do vento
O assobiar divino

O canto das sereias e
O pulo dos peixes,
Os corais e os recifes
Os barcos inundados e submersos
Tudo isso é meu

Mas o seu nome não,
Nele não toco
Nele não sinto
Não posso tê-lo pra mim
Detalhe
Detalhe que mostra que não é tudo
Que posso ter.

“Até onde vai”
Paulo Costa
Mossoró/RN

Das várias maneiras
que respirei amor
o fiz sempre querendo você
dos vários sons
que me abençoaram os ouvidos
pude distinguir cada um
através de seus olhos
e às vezes que dançamos
a música da paz?
Até onde vai
essa mania de,
num instante,
viver com você
todo esse tempo
de vidas e vidas.
Até onde iremos
com esse jeito
desastroso de tratar
o amor
queria saber de tudo
do início ao confisco
exatamente quando nos queremos.
Que passem semanas
e que o tempo seja rei
que nossas cores resistam
e que a maneira de cada um
se ache em um palheiro
porque haverá sobras
e sobras são,
literalmente,
certezas.

POR PALAVRAS
Teresinka Pereira
Ohio/USA

“Eu madrugo às tuas palavras”
Oscar Flórez Támara

Por palavras, existo
e me desperto cada dia
deste impossível sonho
do amor no espaço,
distante passado sem futuro
com terceiras razões
e um coração desmaiado…
De que vale queixar-se?
As palavras não nos alcançam:
demasiado aberto
está o céu entre nós…

Obrigada pela atenção
Ariany do Vale
Mossoró/RN

Alô, som…
Vocês tão meu ouvindo?!
Aí do fundo, da pra ouvir tudo?!
Ok, vamos lá.
Na verdade vim fazer um pedido a cada um e uma presente aqui.
Queria pedir, sem querer e querendo, que não conjuguem
Próximo aos meus ouvidos e olhos
O verbo querer perto de mim.

Este verbo de vontade
E consequentemente,
Proporpocionalmente, força e periculosidade.

Não conjuguem perto de mim.
Quero que me escutem e entendam:
Não queiram perto de mim.
Não me perguntem se eu quero.
Não me interessa se ela quer.
Se eu e ela que um dia fomos nós ainda queremos.
Se vocês querem.
Eu não quero e mais uma vez peço:
Não conjuguem esse verbo perto de mim. Eu não quero.
A todos um bom dia.
Me despeço.

Alegoria
Jania Souza
Natal/RN

Talvez
A lágrima seja uma gota de orvalho
Desperdiçada em uma face
Condoída de si.

Anda solitária
Em seu deserto
Obstruído.

Não ver árvores
Falantes
Cantantes
Pensantes
A beira do caminho.

Queda-se na travessia
De seu vazio.

Capricho do Pensar
Najuly Melo
Mossoró/RN

Do seu sorriso
fiz poesia,
Do seu olhar
fiz prosa,
Do seu jeito
perdi-me nos argumentos
E em cada estrofe,verso e poesia,
Meus pensamentos te descreviam.’

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *