domingo , 22 de outubro de 2017
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Poesias

BREVE INSTANTE
CELLYME
Mossoró/RN

Nesta noite fascinante
Vejo o luar se derramar
Sobre a terra e o mar
Numa beleza estonteante

Fico boba, admirada
Esperando o sono vir
Olhando a lua a sorrir
Com a alma extasiada

Corre ligeiro o pensamento
Pelas paisagens da mente
Deixando-me mais carente,
Ainda olhando o firmamento

Nasce um sonho deslumbrante
De dançar sob o luar
De amar e se encantar
Nem que seja em breve instante

Se eu pudesse parar o tempo
César Guimarães
Mossoró/RN

Se eu pudesse parar o tempo
Por um segundo apenas.
Um segundo de você.
As sombras sumiriam,
As guerras acabariam,
É fazer pra crer.
Teu sorriso é paz,
Teu abraço curto,
Eu curto e é demais
Nele todas as diferenças…
Que diferença faz?
Ah! Se eu pudesse parar o tempo
E todos fossem a você iguais,
O mundo seria paz,
Um segundo de você
E uma existência toda mudaria.
Por você, o que eu não faria?
Te amar me mudou também
E bastou um segundo do teu olhar,
Bastou um toque do teu coração
Para que eu aprendesse a amar.

Ah! Se eu pudesse o tempo parar.

MEU NOME
Fátima Feitosa
Mossoró/RN

O meu nome é loucura.
Uns dias mais, outros menos…
Vivo de fases, que não são da lua,
Tenho duas dentro de mim. Vivemos
Em constante euforia ou inconstância,
Dias bons, dias confusos…
Mas todos são meus dias
E sigo apertando os parafusos.
Amo esta vida louca, desenfreada!
Enfrento-a sem medos…
Sou feliz com tudo que me ronda
Que habita meu ser e escorre pelos dedos .

Prenda romântica II
Airton Cilon
Mossoró/RN

E foi como se tivesse recebido um presente…
E como tal, desembrulhei-a dos lençóis,
Dos por menores de renda fina.
E de todos os contrastes existentes naquelas minúcias,
Ela era a soma perfeita de todas as essências.
Era minha prenda romântica,
Acompanhada de cartão e dedicatória!
E como uma criança que dorme junto aos
Presentes de um aniversário, por medo
De perdê-los ao amanhecer;
Eu também te segurei firme
Como quem agarra um objeto
Flutuante em meio a um naufrágio.
Eu só queria amanhecer seguro de mim,
No cativeiro morno de tua cama!

Desejo do imperador
Ângela Rezende
Mossoró/RN

Quando lapidaram teus desejos soltos
Quando te prenderam num lugar vazio
Trouxeram à tona um quê de loucura
Levaram com o pó do lapidar, o brio
Quando te ergueram a mão soberana
Quando desceram-na na tua face
Deram não só uma bofetada
Atiraram aos porcos tua sanidade

Quando fizeram de ti um escravo
E servo dos desejos alheios
Quando morderam tua mão servil
Atiraram pedras em alguém que veio

Espalhar notícias de felicidade
Semear pedaços sólidos de amor
Derramaram sangue em tua roupa branca
Castraram os sonhos de um amador

E tudo por uma causa vil
E egocêntrica de um imperador
Que teima em fazer do mundo dos outros
Um inferno frio pra curar sua dor.

Coração de Menino
Jania Souza
Natal/RN

(…) Leve nuvem no céu
Doce bombom de mel
Alegria, arco-íris em festa.
Às vezes, saudade, barquinho de papel.
Sempre é carinho, ternura de mãe.
Amor autêntico sem discriminação
Carrega no peito, bem no lado esquerdo
Vontade infinita de conhecimento
Para compreender os caminhos do mundo
O segredo da rosa e da borboleta
O brilho das estrelas
Lá, longe, no infinito
E, aqui, nos olhos da tristeza.

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