quinta-feira , 27 de julho de 2017
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Poesias

Pela metade (parte II)
Mikele Santos
Mossoró/RN

Quero algo que possa tocar meu coração,
Pois estou perdida em meio a solidão
O que aconteceu?
Você me deixou livre
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E vários beijos se deu
Tentando encontrar o teu.

Antes, dormia pra sonhar
Hoje, durmo apenas por dormir
não vejo mais nada do que sentir
Apenas durmo
Se dormi bem ou mal,
isso não vem decidir
o que no dia seguinte devo sentir.

Ressurgir
Ariany do Vale
Mossoró/RN

Ontem me redescobri
Sim, me achei em mim
Eu, somente eu.

Quando percebi
Que o mundo é bão
Que outras pessoas veem
Enquanto outras vão
E é a passagem que faz
Tudo vale apena.

Outros braços,
Outro cheiro,
Outro gosto,
Outro beijo
Gritei de prazer
E de liberdade
Ao ver renascer
Todos os sentimentos bons
Que você levou de mim
E a vida trouxe de volta,
Enfim…

Coração de Menino
Jânia Souza
Natal/RN

(…) Leve nuvem no céu
Doce bombom de mel
Alegria, arco-íris em festa.
Às vezes, saudade, barquinho de papel.
Sempre é carinho, ternura de mãe.
Amor autêntico sem discriminação
Carrega no peito, bem no lado esquerdo
Vontade infinita de conhecimento
Para compreender os caminhos do mundo
O segredo da rosa e da borboleta
O brilho das estrelas
Lá, longe, no infinito
E, aqui, nos olhos da tristeza.

PALAVRAS QUENTES
Diego Ferreira da Silva
Mossoró/RN

Como as pedras gastas pelo sol,
E as árvores de folhas pequenas
Tão comuns em nossas cenas,
Peço do céu gotas de orvalho.

Como pássaro que foge da chuva
Assim foge da minha presença,
O sono que de meus olhos se ausenta
Fazendo-me passar a noite acordado.

Pensando em como unir
Ao teu peito o meu coração,
Em como transformar em canção,
Esse lamento que teima em me seguir.

Desafio as circunstâncias presentes,
Não entendo a sua teimosia,
Em ser comigo tão fria
Tendo provado minhas palavras quentes.

Não compreendo a sua atitude,
Nem todos os versos a te dar,
As palavras que do papel querem saltar,
Não lhe convença que mudes.

Antônio Francisco menestrel do sertão
Airton Cilon
Mossoró/RN

Antônio Francisco
Menestrel do sertão.
Homem de coração puro
Um Quixote a pedalar sua magrela
Pelas vielas, veredas do sem fim…
De norte a sul, leste, oeste,
Ele caminha firme levando consigo
Seu bornó carregado de poesia,
Lavra poética das bandas de Mossoró.
Homem que contradiz a lógica genética
Pois que na sua poesia, mágica e lúdica,
Ele não envelhece, e permanece menino.
E não tem tempestade, nem corisco
Que pare este menino sexagenário.
Antônio Francisco, feliz aniversário!

Prisma
Ângela Rezende
Mossoró/RN

Vejo meu tempo como quem olha uma ampulheta,
Meu tempo não de tempo,
Meu tempo de mundo.
Vejo meu mundo como quem vê a um filme,
Que não tem roteiro,
Que segue uma trilha cataclismática .
Vejo as pessoas como quem está de fora,
Dos gestos, ações, pensamentos e modo de vida,
Elas fedem a egoísmo, a autorreconhecimento.
Vejo a moda como quem olha uma onda,
Afoga os que não surfam,
Mata os que não a conhecem.
Vejo os amores como quem assiste a uma tragédia,
Com lágrimas nos olhos por saber que o homem não ama,
Ele apenas parece que o sente.
Vejo você como um líquido,
Não tem forma própria, precisa dos outros para se manter
E sempre obedece aos desejos de que lhe toma.
Vejo, vejo…apenas vejo…
da arquibancada da minha vida…

BREVE INSTANTE
CELLYME
Mossoró/RN

Nesta noite fascinante
Vejo o luar se derramar
Sobre a terra e o mar
Numa beleza estonteante

Fico boba, admirada
Esperando o sono vir
Olhando a lua a sorrir
Com a alma extasiada

Corre ligeiro o pensamento
Pelas paisagens da mente
Deixando-me mais carente,
Ainda olhando o firmamento

Nasce um sonho deslumbrante
De dançar sob o luar
De amar e se encantar
Nem que seja em breve instante

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