domingo , 26 de janeiro de 2020
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epa08114133 Pope Francis poses with diplomats accredited to the Holy See at the end of the traditional exchange of the New Year greetings, in the Sistine Chapel at the Vatican, 09 January 2020.  EPA/REMO CASILLI / POOL
epa08114133 Pope Francis poses with diplomats accredited to the Holy See at the end of the traditional exchange of the New Year greetings, in the Sistine Chapel at the Vatican, 09 January 2020. EPA/REMO CASILLI / POOL

Papa Francisco, um discurso para o mundo

“Preocupantes são os sinais que chegam de toda a região, após o recrudescimento da tensão entre o Irão e os Estados Unidos que se arrisca, antes de tudo, a provar duramente o lento processo de reconstrução do Iraque, bem como a criar as bases dum conflito em larga escala que todos gostaríamos de poder esconjurar”.

“A Santa Sé renova o seu empenho para que se descubram os abusos cometidos e se garanta a proteção dos menores, através duma ampla gama de normas que permitam enfrentar tais casos no contexto do direito canónico e através da colaboração com as autoridades civis, a nível local e internacional”.

“Um mundo sem armas nucleares é possível e necessário, e é tempo que se tornem cientes disto mesmo quantos têm responsabilidades políticas, porque não é a posse dissuasora de poderosos meios de destruição de massa que torna o mundo mais seguro”.

 “O projeto europeu continua a ser uma garantia fundamental de desenvolvimento para quem faz parte dele há algum tempo e uma oportunidade de paz, depois de turbulentos conflitos”.

“Dói constatar como continuam – particularmente no Burquina Faso, Mali, Níger e Nigéria – episódios de violência contra pessoas inocentes, entre as quais muitos cristãos perseguidos e mortos pela sua fidelidade ao Evangelho”.

Um discurso com 50 minutos a 183 representantes e muitos recados para o mundo. Foi assim que o Papa Francisco apresentou ao corpo diplomático na Santa Sé as preocupações para o ano que começa, sem esquecer ainda a situação que os incêndios na Austrália estão a provocar.

A situação no Médio Oriente, com a escalada de tensão que se verificou nos últimos dias entre os Estados Unidos da América e o Irão, e um apelo forte para que as partes envolvidas “evitem um agravamento do conflito e mantenham acesa a chama do diálogo e do autocontrolo, no pleno respeito da legalidade internacional”, foi acentuado por Francisco que não esqueceu a necessária “liberdade religiosa” para cristãos perseguidos e mortos pela sua fidelidade ao Evangelho”.

Sublinhamos ainda a reafirmação do Papa no combate aos abusos sexuais, sublinhando a importância da colaboração com as autoridades civis, e o fim do armamento nuclear.

Mas Francisco não esqueceu também a construção do projeto europeu, pilar d erecuperação da paz após a II Guerra Mundial.

Neste dia confira ainda a entrevista Ecclesia/Renascença, a João Pedro Tavares, presidente da ACEGE – Associação Cristã de Empresários e Gestores, sobre o que considera que deveriam ser as prioridades do Orçamento, o aumento do salário mínimo, a necessidade de uma cultura de pagamento pontual e a conciliação família-trabalho, projetando o encontro de jovens economistas que o Papa convocou para março deste ano, em Assis.