terça-feira , 21 de maio de 2019
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OUTRAS CARTAS DE CASCUDO A VINGT-UN (IV) – Wilson Bezerra de Moura

É possível se ter uma exata ideia da significação histórica das missivas trocadas entre os dois estudiosos de nossa região, Vingt-un Rosado e Câmara Cascudo, confrontando-os em peso e medidas.

O texto preliminar é sempre de saudação cordial, amigo e fraterno entre ambos, celebrados principalmente quando Cascudo denomina Vingt-un de Capitão Mor, frente ao tema abordado, como se fosse este responsável pela orientação dos sintomas eminentemente históricos.

Sem dúvida os assuntos pichados por Cascudo são por demais provocantes, se relacionam ora por aspectos regionais, ora familiares, que demonstra o compromisso que a família Rosado tem com a realidade presente, na correspondência de 04 de outubro de 1966, o missivista tem nos assentamentos escritos no livro “seu” Rosado sobre o Sítio denominado de “O Canto” e “Cantópolis”, que ficava ( até hoje fica) às margens do Rio Mossoró.

O Sitio Canto foi fundado por seu Jerônimo Rosado, também conhecido por Cantópolis, como sendo o lugar que servia de refúgio e sossego quando seu Rosado pretendia repousar. O Sítio Cantópolis foi herança de seu Rosado aos filhos. Muitos deles, como Dix-sept e Carlos Augusto, ocuparam anos a fio o espaço para repouso, moradia e conchaves políticos, onde ali eram apreciadas e discutidas propostas de governo.

Frisa com efetivo fervor e conhecimento histórico o missivista Câmara Cascudo que nos idos de agosto de 1893 seu Jerônimo, com toda fascinação, escolheu o espaço Canto, que o enfeitiçou, como uma região “Aurora de Novos Tempos”.

Acredita-se que o Canto, ou Cantópolis, de seu Rosado, foi o espaço destinado à mediação da futura solução ao problema da água em Mossoró, a começar com a construção do Açude de Umari, que sempre foi o seu sonho.

Era tão alucinado com a solução da água que sempre seu Rosado dizia: “Se eu não resolver um filho meu resolverá”. Até que um dia aconteceu o fato sanável do grande e eterno problema de Mossoró, saindo do transporte de água da região da Várzea da Pasta, em costas de animais, depois do Km 101, trazida pelo trem, até a inauguração dos primeiros poços artesianos até a construção de açudes.