sexta-feira , 15 de dezembro de 2017
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O ponto de vista de Manuel David – Wilson Bezerra de Moura

Perseguindo a todo o momento o fator histórico, o que foi feito pela sociedade, o que deixou de ser feito, como procedeu para atingir sua evolução, vamos descobrir as causas e consequência dos acontecimentos da história que confirmou o progresso de alguém neste espaço de chão.

Nossos antepassados nos legaram muitos e muitos feitos dos quais nos valemos para prosseguir na caminhada da vida.

Cada pessoa deixa sua contribuição, o Professor Evaristo Gurgel, pessoa de destacado tirocínio na educação foi um dos que andou por Mossoró pelo ano de 1916 promovendo palestras, conferencias sobre educação, percorrendo várias capitais e cidades brasileiras, como bem informou o escritor e jornalista Lauro da Escóssia, em seu Mossoró no passado que nos tem trazido informações sobre o que antes de nós aconteceu.

Após chegar a Mossoró, o Professor Evaristo Gurgel deu uma volta na cidade, conhecendo um pouco seus habitantes, lá paras tantas notou sua barba carecendo de melhor conservação e, pelas Ruas encontrou a barbearia de seu Manuel David Sobrinho, figura de destacada popularidade, a quem a cidade depositava constante desempenho, por sua maneira de ser homem extrovertido e com suas saídas para cada momento, trazia alegria a todos. Sentou- se na cadeira do barbeiro Manuel David, logo este perguntou:

“Professor se a navalha estiver  rustica, pode reclamar”. Mais adiante o barbeiro David pergunta ao freguês Evaristo Gurgel, se não era bom passar o pente no cabelo que estava um tanto carapinhudo e, este ao som de quem não gostou respondeu-lhe bruscamente: “O senhor termine logo com isto, que eu pretendo sair”.

Percebeu o barbeiro David que seu freguês era um morenão, propenso a preto e não gostava de ser importunado, com o que aparecia como homem de cor, aliás, complexado com a cor preta, deu por encerrada qualquer conversação e o cabelo encaracolado fique como está. Pagou ao barbeiro, nem obrigado disse como prova de não ter gostada da pergunta, ao popular barbeiro ficou a lição de seu filosofismo de bem tratar o freguês sem avaliar o que pesa no tratamento cordial.