sábado , 25 de novembro de 2017
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Alimentos e bebidas tiveram maior variação de preços na região
Alimentos e bebidas tiveram maior variação de preços na região

Nordeste tem índice de inflação superior a média nacional

A inflação da região Nordeste em março, no acumulado dos últimos doze meses, foi de 9,9%. O índice é resultado de pesquisa do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de estudos regionais do Banco do Nordeste. No período, a inflação do país registrou 9,4%.

O trabalho indica também as taxas para as regiões metropolitanas de Fortaleza, Salvador e Recife. A capital cearense apresentou inflação de 10,9% entre abril de 2015 e março de 2016.

A região metropolitana de Salvador, cidade mais populosa do Nordeste e com maior peso para o cálculo da região, registrou elevação de preços de 10,4%. A inflação da capital pernambucana no período foi a mesma do Nordeste: 9,9%.

O índice regional de inflação do Etene é elaborado a partir de metodologia própria e utiliza dados oficiais para construir base de análise ampla, válida para toda a região. O trabalho foi conduzido pelos funcionários do Banco do Nordeste Antônio Ricardo de Norões Vidal (economista, mestre em Administração de Empresas) e Allison David de Oliveira Martins (economista, mestre em Economia).

GRUPOS – O resultado da pesquisa é baseado em nove grupos de preços. O mais significativo para o resultado de março foi “alimentos e bebidas”, que variou 15,3%. Os indicadores “saúde e cuidados pessoais” e “despesas pessoais” também contribuíram, com o aumento de preços no Nordeste, com 10,7% e 10,4%, respectivamente. Os três grupos apresentaram inflação acima da constatada no país.

Quatro grupos pesquisados registraram aumento de preços na região abaixo da média nacional: educação (7,7% contra 9,1%), habitação (7,1% contra 8,4%), artigos de residência (5,9% contra 6,7%) e vestuário (4,7% contra 5,9%).