domingo , 21 de outubro de 2018
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Mãe e filho somam 54 anos de prisão por serem mandantes do crime. Juri foi realizado nesta quarta-feira (30) em Mossoró.
Mãe e filho somam 54 anos de prisão por serem mandantes do crime. Juri foi realizado nesta quarta-feira (30) em Mossoró.

Ministério Público obtém condenação de acusados pelo assassinato de vereador em Assu

O Tribunal do Júri de Mossoró condenou, nesta quarta-feira (30), a comerciante Joelma de Morais Ferreira a 28 anos e 8 meses; e seu filho, Douglas Daniel Morais de Melo, a 25 anos e 4 meses de prisão. Ambos contrataram o pistoleiro José Roberto Nascimento da Silva, o Feitosa, para executar o vereador da cidade de Assu, Manoel Ferreira Targino, o Botinha. O crime foi aconteceu em 2015.

Os promotores de Justiça Fausto França e Fábio Melo participaram do julgamento dos mandantes do assassinato do vereador. O assassinato aconteceu em 2015 e foi motivado por vingança. Na época o marido de Joelma, pai de Douglas (irmão de outros três acusados) havia sido assassinado por pistoleiros; e os familiares acreditavam que Manoel Botinha havia encomendado o crime. Com isso, contrataram, pelo valor de R$ 15 mil, o pistoleiro Feitosa.

“O resultado do júri demonstra o esforço da Justiça e o reconhecimento do conselho de sentença de que não se admite a vingança privada. É inaceitável a indústria da pistolagem que estava sendo alimentada pelos acusados na cidade de Assu. O Ministério Público espera a condenação de todos os demais envolvidos no crime”, afirmou o promotor de Justiça Fausto França.

O crime conta com outros cinco acusados além de Joelma e Douglas. São eles: José Roberto Nascimento da Silva, o Feitosa; Itamar Veríssimo de Melo; Welber Veríssimo de Melo, o Ebinho; Jalisson Wagner Veríssimo de Melo, o Jalin;  e Valdete Veríssimo de Melo, o Negão.

O julgamento de Itamar Veríssimo, que também está denunciado como mandante, chegou a ser iniciado na última terça-feira (29), mas não foi concluído por questões processuais, sendo adiado para o mês de agosto. Ele e todos os outros denunciados permanecem presos.